- No primeiro bimestre de 2026, o conjunto de estatais registrou prejuízo de 4,16 bilhões de reais.
- Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de 8,5 bilhões, mais que o ano anterior.
- O Banco do Brasil perdeu 20% do valor de suas ações em doze meses.
- Para sobreviver, os Correios tomaram empréstimo de 12 bilhões de reais, que pode chegar a 20 bilhões neste ano, com garantia do Tesouro e custo de CDI em cerca de 120%.
- O governo não avança com privatizações e sugere manter a função social; há críticas à morosidade da reestruturação e aos resultados ruins das estatais.
O setor público registrou prejuízos relevantes em estatais entre 2025 e 2026. Os Correios fecharam 2025 com 8,5 bilhões de perdas, maior que no ano anterior. No primeiro bimestre de 2026, o conjunto das estatais acumulou 4,16 bilhões de prejuízo.
O Banco do Brasil perdeu cerca de 20% de seu valor na Bolsa em 12 meses, sinalizando queda de mercado além do resultado contábil. A justificativa de investimentos a maturar não tem mais o mesmo peso para avaliadores e gestores.
Para os Correios, o governo contratou empréstimos de 12 bilhões de reais, com possibilidade de chegar a 20 bilhões neste ano, a custo de 120% do CDI e com garantia do Tesouro. A reestruturação anunciada não teve impacto perceptível.
Reestruturação e financiamento público
Não houve avanço significativo nas medidas para reverter os números. Empréstimos elevam o custo financeiro e ampliam a exposição fiscal, segundo análises de especialistas. A expectativa de melhora depende de mudanças estruturais ainda não implementadas.
Privacidade versus concessões e papel social
A defesa da função social das estatais é mencionada para justificar atuação pública. Técnicos apontam que muitos serviços podem ser entregues por concessionárias privadas, mantendo universalidade de acesso. Experiências de saneamento indicam caminhos operacionais diferentes da gestão estatal.
Apesar das críticas, não houve confirmação de privatizações generalizadas. A discussão sobre modelo de atuação das estatais permanece, com foco em eficiência, regulação e qualidade do serviço. A conta de más gestões recai sobre o contribuinte e sobre as futuras gerações.
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