- A influenciadora Deolane Bezerra teve veículos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo, dentre eles um Cadillac Escalade avaliado em torno de R$ 2,1 milhões.
- O Cadillac não é vendido no Brasil e foi importado de forma independente por ela; o carro está sujeito a impostos.
- Além do Escalade, foram apreendidos um Mercedes‑Benz G63, um Range Rover e um Jeep Commander.
- O Cadillac Escalade é um SUV de luxo com motor V8 e alto acabamento interno; para trazer esse tipo de veículo ao Brasil, a importação precisa seguir regras específicas.
- O processo de importação independente envolve o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e etapas como Licença de Importação do Ibama, Certificado de Adequação do Denatran e registro no Sistema de Comércio Exterior.
Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, foi presa nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, em São Paulo, por suspeita de participação em lavagem de dinheiro para o PCC. A operação, do DHPP, também apreendeu quatro veículos de propriedade da empresária. O caso envolve apuração de crime organizado.
Entre os carros apreendidos está um Cadillac Escalade, que chama atenção pela exclusividade: o modelo não é comercializado no Brasil. Além dele, foram confiscados um Mercedes-Benz G63, um Range Rover e um Jeep Commander. A operação foi realizada na região central da capital paulista.
Segundo importadores, o Cadillac Escalade apreendido custa cerca de R$ 2,1 milhões para ser trazido ao Brasil. Não há confirmação sobre se o veículo foi adquirido nos Estados Unidos ou se havia opção de seminovo no mercado nacional.
O Cadillac Escalade é o modelo principal da marca e vem com motor V8 de 6,2 litros, 691 cv e torque de 89,9 kgfm. Possui tração 4×4, câmbio automático de 10 marchas e rodas de 22 polegadas. O interior inclui tela de 55 polegadas, acabamento em madeira e couro.
A importação independente de veículos no Brasil depende do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), criado pela Lei nº 14.902/2024. Pessoas físicas e jurídicas podem importar para uso próprio, mediante diversos requisitos e custos adicionais.
Entre as etapas, destacam-se checagem de documentação, licença de importação emitida pelo Ibama, CAT do Denatran e registro no SISCOMEX, conectado à Receita Federal. O processo costuma ser demorado e oneroso, com várias taxas.
O custo total de importação envolve Imposto de Importação, IPI, ICMS, taxas aduaneiras e encargos de documentação. Esses tributos podem elevar o valor do veículo de forma significativa, chegando a dobrar o preço final.
Com a regularização, o veículo é registrado no Detran para emplacamento, como ocorre com outros carros. A Polícia Civil não informou detalhes sobre o desdobramento do caso envolvendo Deolane nem sobre o eventual uso dos carros apreendidos.
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