- O Chile pretende ampliar as exportações ao Brasil além de salmão e vinho; uma comitiva de 22 empresas participa de uma feira em São Paulo para apresentar produtos de alto valor agregado e alcançar regiões como o Nordeste.
- Os novos itens incluem pisco, cerejas frescas, azeite de oliva, cervejas artesanais e queijos premium, visando aproveitar o fluxo de 800 mil brasileiros que visitam o Chile anualmente.
- Os dois países têm economias complementares: o Brasil foca em commodities, enquanto o Chile entrega nichos de clima temperado e produtos processados de maior valor, sem competir diretamente com o agronegócio brasileiro.
- A balança mostra o Brasil como maior destino das exportações chilenas na região; entre janeiro e abril de 2026, as exportações somaram US$ 897 milhões, com salmão representando 40% e vinhos 44% do total de vinhos consumidos pelos brasileiros.
- Há planos logísticos como o Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio, conectando Mato Grosso do Sul aos portos do norte do Chile via Paraguai e Argentina, além da Convenção TIR para facilitar o trânsito de cargas.
Nesta semana de maio de 2026, o Chile participa de uma feira em São Paulo com 22 empresas, buscando ampliar as exportações ao Brasil além do salmão e do vinho e alcançar regiões como o Nordeste.
A comitiva pretende apresentar produtos de alto valor agregado, como pisco, cerejas frescas, azeite de oliva, cervejas artesanais e queijos premium. A estratégia aproveita o fluxo de 800 mil brasileiros que visitam o Chile anualmente.
Dados da balança indicam que o Brasil é o maior destino das exportações chilenas na América Latina, entre janeiro e abril de 2026 totalizando US$ 897 milhões. O salmão responde por 40% desse total, enquanto os vinhos representam 44% dos vinhos importados consumidos pelos brasileiros.
Logística e facilitação
O projeto logístico envolve o Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio, que ligará Mato Grosso do Sul aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina. A iniciativa pretende reduzir custos e tempo de viagem, favorecendo o recebimento de produtos frescos.
A Convenção TIR também é mencionada como facilitadora: com a ratificação brasileira, caminhões lacrados no Chile poderiam cruzar fronteiras sem novas fiscalizações, agilizando o transporte e mantendo a qualidade dos alimentos.
- Conteúdo apurado pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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