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Sell afirma que bancos não devem ter de usar stablecoins em dólares dos EUA

Bancos europeus formam consórcio para emitir stablecoin lastreada pelo euro, buscando liquidez on‑chain e reduzir dependência do dólar, com licença esperada na segunda metade de 2026

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  • Jan-Oliver Sell, CEO da Qivalis, lidera um consórcio de 37 bancos europeus que busca emitir uma stablecoin lastreada em euro na blockchain.
  • A stablecoin visa facilitar pagamentos transfronteiriços, liquidação de títulos e ativos tokenizados, reduzindo dependência de dólares privados.
  • A licença de dinheiro eletrônico está em processo com o Banco Central da Holanda (De Nederlandsche Bank) e o lançamento está previsto para a segunda metade de 2026.
  • O início será na rede Ethereum, com planos de adoção multichain para evitar fragmentação de liquidez.
  • As reservas cobrem 102% e devem permanecer em depósitos seguros e ativos de alta qualidade; o euro é visto como potencial segunda moeda de reserva na blockchain, com foco em serviços institucionais e transações entre negócios.

Desde 2025, Jan-Oliver Sell, CEO da Qivalis, lidera a primeira estratégia europeia de emitir uma stablecoin lastreada em euro. O projeto envolve 37 bancos europeus que buscam levar a divisa ao ecossistema blockchain, com foco em ganhos de eficiência e liquidez para operações transfronteiras.

Sell, natural da Alemanha, veio de experiências na Coinbase, Binance e gestão de ativos na City de Londres. Ele ressalta que a MiCA trouxe clareza regulatória e acelerou o movimento dos bancos europeus em direção ao blockchain e às stablecoins lastreadas pelo euro.

A ideia de formar o consórcio nasceu há três anos, com integrantes da ING que perceberam o valor de um esforço conjunto. A instituição foi lançada no ano passado na Holanda, originalmente com cerca de 12 bancos, já em desenvolvimento com a estrutura institucional.

Por que usar o euro

Para os bancos do grupo, a blockchain pode otimizar pagamentos, liquidação de títulos e fundos tokenizados. A ausência de euro com liquidez suficiente na rede exigiria uso de dólares, o que seria arriscado no atual ambiente geopolítico. O euro seria a base de liquidez on-chain, reduzindo dependência de ativos em dólares.

Segundo Sell, o euro tende a se tornar a segunda moeda de reserva na blockchain, atuando como instrumento de pagamento para empresas com operações internacionais. A meta é permitir que liquidez em euro exista on-chain de forma estável e imediata, evitando a necessidade de conversões on-the-fly.

Expansão e distribuição

O consórcio inclui bancos de 15 países europeus, com presença ampliada na UE, no Espaço Econômico Europeu e em países como Dinamarca e Suécia. Espanha aparece forte entre os membros, conforme o movimento de ampliação anunciado recentemente.

Apesar de o objetivo ser manter o euro como referência on-chain, o grupo contempla a entrada de bancos não europeus sob condições específicas, principalmente grandes instituições com papel relevante na distribuição global. A rede internacional é considerada essencial para operações de pagamentos transfronteiros.

Operação, licenciamento e tecnologia

Ainda não houve assinatura de acordos com exchanges para distribuição da stablecoin. O plano de saída ao mercado é detalhado, mas depende da licença de dinheiro eletrônico. A expectativa é obter a autorização da autoridade holandesa De Nederlandsche Bank na segunda metade deste ano, com lançamento da stablecoin após a licença.

A rede inicial será Ethereum, com a intenção de evoluir para um ambiente multichain, avaliando redes de maior atividade conforme a demanda. Tanto redes públicas quanto privadas são consideradas, para evitar fragmentação da liquidez.

Respaldo e governança

As reservas devem cobrir 100% do valor emitido, com mínimo de 30% em depósitos em bancos e até 70% em ativos líquidos de alta qualidade. O consórcio mantém sobrecolateralização de 102% para proteção de reembolsos. Os ativos podem incluir instrumentos de dívida pública de diferentes países.

Os recursos ficarão segregados, depositados em contas seguras, com distribuição entre diversas entidades conforme crédito, solidez técnica e capacidade de operação 24/7. A governança prioriza liquidez, segurança e paridade com o euro.

Custos, uso e perspectivas

Os juros gerados pelas reservas não podem ser distribuídos como rendimento da stablecoin. A principal fonte de receita advém do rendimento das reservas, enquanto usuários podem aplicar a stablecoin para pagamentos transfronteiros e liquidação de ativos tokenizados. Usuários varejistas na Europa devem manter sistemas de pagamento já consolidados, como SEPA Instant e Bizum.

A visão é expandir para mercados da Ásia, América Latina e África, onde há volumes significativos de pagamentos em euro, remessas e financiamento comercial. A complexidade regulatória regional é acompanhada por parcerias com bancos europeus fortes com atuação nesses mercados.

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