- A Stellantis estuda encerrar as operações da Citroën no Brasil, conforme apuração do Jornal do Carro, como parte de um novo plano estratégico anunciado pelo CEO Antonio Filosa.
- O plano prioriza Jeep, Ram, Peugeot e Fiat, com as demais marcas atuando apenas de forma regional; Citroën poderia ficar mais restrita.
- A Stellantis anunciou investimento de R$ 350 bilhões até 2030, com lançamento de cerca de sessenta veículos globalmente, dos quais parte fica para marcas regionais.
- A empresa afirma que a Citroën continua relevante na estratégia da companhia na América do Sul, mas a linha pode se alinhar a plataformas e tecnologias compartilhadas.
- Há preocupação interna de que a Citroën, com portfólio recente, possa canibalizar a linha da Fiat no Brasil, levando a uma possível retirada da marca francesa do mercado brasileiro.
A Citroën pode deixar o Brasil em breve. A Stellantis estuda encerrar as operações da marca francesa no País, conforme apuração do Jornal do Carro. A medida faz parte de um novo plano estratégico anunciado por Antonio Filosa, CEO da empresa, na quinta-feira, 21.
A redefinição envolve investir mais na Jeep, Ram, Peugeot e Fiat, com as demais marcas atuando apenas em nível regional. A Stellantis confirmou que Citroën segue como parte relevante da estratégia na Brasil e na América do Sul, com foco em plataformas, powertrain e tecnologias compartilhadas globalmente.
Contexto estratégico dentro do grupo
A empresa enfatizou a reformulação do portfólio da Citroën no Brasil, destacando produtos espaçosos e confortáveis. Entidades ligadas à Stellantis afirmam que o atual portfólio não justificaria manter duas linhas parecidas, pois poderia canibalizar a atuação da Fiat no mercado brasileiro.
De acordo com o Investor Day, a Stellantis também trabalha com lançamentos focados na Europa, enquanto o futuro da Citroën no cenário sul-americano não foi mencionado pelo CEO Herlander Zola em sua apresentação.
Pontos que cercam a possível saída
Fontes que não se identificaram dizem que o portfólio atual da Citroën não se alinha ao mercado brasileiro. Os modelos lançados há cerca de quatro anos devem enfrentar sobreposição com veículos da Fiat, com base na mesma plataforma.
No Brasil, a Fiat tem presença mais ampla, com rede de concessionárias menor risco de deslocamento e maior densidade de frotistas. A continuidade da Citroën depende da avaliação estratégica do grupo, diante de planos para ampliar carros na linha Jeep, bem como de SUVs eletrificados.
Desdobramentos e cenário de produto
A Stellantis já prepara a migração para a plataforma Smart Car em novos modelos da Fiat, incluindo Argo, Fastback e um SUV de sete lugares. Esses carros devem compartilhar arquitetura com modelos da Citroën já fabricados em Porto Real (RJ).
Especialistas afirmam que manter duas linhas com propostas similares não seria eficiente para a estrutura da Stellantis no Brasil. A orientação interna aponta para concentrar investimentos onde há maior escala e retorno financeiro.
Situação da Citroën no conjunto do grupo
Mesmo com o desempenho de 2025, quando a Citroën teve recorde de licenciamentos no Brasil desde 2014, a marca opera com margens reduzidas e relies em descontos. A estratégia global da Stellantis prioriza SUVs eletrificados e modelos acessíveis sob a bandeira de várias marcas, o que reforça a dúvida sobre a continuidade da Citroën no País.
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