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Custo de alimentação aumenta no DF e brasilienses reclamam

Alimentos no DF sobem novamente, com cebola, tomate e leite puxando inflação e pressionando o orçamento das famílias

Glaciele Lorenzo, 40 anos, designer - (crédito: João Pedro Zamora)
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  • Brasília registrou variação de 0,41% no IPCA-15 de abril de 2026, com o grupo alimentação e bebidas subindo 0,99% e puxando o indicador.
  • Os itens que mais pesaram: cebola (+20,51%), tomate (+17,32%) e leite longa vida (+6,35%).
  • Publicação aponta como principais causas o custo de transporte, condições climáticas e baixa capacidade de produção local.
  • O varejo indica mudança de hábitos dos consumidores, que buscam opções mais baratas e trocam marcas/origens para economizar.
  • O governo local cita medidas como o programa Pró-Rural, acesso a crédito e investimentos em irrigação para estimular a produção e reduzir custos.

O Distrito Federal viveu aumento nos preços de alimentos em abril de 2026, apesar de registrar a menor prévia de inflação entre as regiões pesquisadas. O IPCA-15 apontou alta de 0,41% na capital, com o grupo alimentação e bebidas respondendo por 0,99% do índice e 0,17 ponto percentual no resultado.

O Correio ouviu representantes de varejo, da Secretaria de Agricultura e um economista para entender o cenário. Os desafios apontados envolvem custo de transporte e fatores climáticos, que elevam o preço de itens básicos como tomate, cebola e leite longa vida.

A percepção da população confirma o impacto no orçamento doméstico. Consumidores relatam adaptar compras e dividir o peso da inflação entre supermercados e despesas da casa, buscando opções mais baratas sem reduzir o volume de comida.

Produção

Segundo Newton Marques, economista da UnB, Brasília produz pouco e depende de estados como Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Bahia. A logística de transporte afeta diretamente os preços, principalmente quando o frete aumenta.

Marques destaca ainda que a variação de preços está associada a condições climáticas nas regiões produtoras. Ele aponta que conflitos geopolíticos e altas de derivados de petróleo podem manter a tendência de elevada no custo de transporte e insumos.

Varejo

Givanildo de Aguiar, da Federação dos Supermercados do DF, corrobora que fatores climáticos, custo de produção e logística elevam itens como cebola, tomate e leite. Os estoques sensíveis à oferta repercutem rapidamente no preço ao consumidor.

Ele observa mudança de hábitos dos clientes, com maior busca por opções mais baratas e substituição de marcas. Os supermercados buscam negociar com fornecedores para diluir reajustes entre produtores, comércio e consumidores.

Incentivo ao agro

Rafael Bueno, secretário de Agricultura do DF, atribui a alta a fatores nacionais e internacionais, incluindo custo de fertilizantes e transporte. Produtos de ciclo curto, como tomate e cebola, são os mais afetados.

O secretário destaca aumentos recentes em insumos importados, com ureia registrando elevação de cerca de 60% desde o início de conflitos externos. Medidas locais visam reduzir custos e estimular a produção, como o Pró-Rural, crédito, irrigação e manejo de solo.

Maiores aumentos

  • Cenoura: +27,97%
  • Cebola: +20,51%
  • Tomate: +17,32%
  • Melancia: +14,50%
  • Feijão carioca: +7,00%
  • Melão: +6,56%
  • Leite longa vida: +6,35%
  • Uva: +5,46%
  • Ovo: +5,05%
  • Presunto: +4,52%

Maiores reduções

  • Camarão: -4,60%
  • Limão: -4,22%
  • Pão de forma: -4,09%
  • Frango em pedaços: -3,68%
  • Maçã: -3,57%
  • Laranja-pera: -3,31%
  • Mamão: -2,84%
  • Alho: -2,39%
  • Chocolate em barra: -2,30%
  • Palmito em conserva: -2,10%

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