- A Estée Lauder encerrou as negociações de fusão com Puig, visando criar um grupo de moda e beleza avaliado em quase US$ 40 bilhões.
- O impasse envolvia quem ficaria com o equilíbrio de poder no grupo resultante e a distribuição de assentos no conselho.
- Havia discordância sobre a remuneração de Tilbury e outros termos de governança.
- As ações da Estée Lauder subiram cerca de 11,5% no after-market após o anúncio; as ações da Puig subiram 15% quando a possível fusão foi anunciada, mas caíram na mesma magnitude após o encerramento.
- O CEO da Estée Lauder, Stéphane de La Faverie, afirmou confiança na força das marcas e de operar como empresa independente; a Puig disse manter uma estratégia de aquisições seletivas para complementar o portfólio.
A Estée Lauder Companies encerrou as negociações para uma possível fusão com a Puig, controlada pela família Puig, encerrando planos de criar um grupo de beleza e moda avaliado em quase 40 bilhões de dólares. A decisão ocorreu após disputas sobre quem manteria o equilíbrio de poder no grupo resultante.
As candidatas-chave para o controle passaram por desavenças, incluindo qual família ficaria com a influência decisiva e a distribuição de cadeiras no conselho. Outras divergências teriam sido o nível de compensação exigido por Tom Ford? ou pela marca Tilbury, entre outros pontos do acordo.
A Cúpula da Estée Lauder, liderada pelo CEO Stéphane de La Faverie, afirmou que as conversas com a Puig foram encerradas. A empresa reiterou confiança em suas marcas e na força de se manter como companhia independente.
Segundo a Bloomberg, a remuneração desejada por Tilbury foi um dos componentes de atrito entre as partes. A Puig, dona de marcas como Jean Paul Gaultier, Charlotte Tilbury, Carolina Herrera e Dries Van Noten, busca fortalecer o portfólio com operações estratégicas.
A Puig, listada em Mádri, teve a fusão anunciada anteriormente com impacto nas ações. As ações da Puig subiram após o anúncio de que as conversas haviam sido encerradas, enquanto as da Estée Lauder registraram alta no pregão após a confirmação.
Historicamente, a Puig vem certificando um crescimento por meio de aquisições de fragrâncias e moda, tendo fechado 11 negócios entre 2011 e 2024. Em fevereiro, Albesa foi apresentado como o primeiro CEO fora da família Puig, mantendo uma estrutura de gestão em transição.
A Puig afirmou que a decisão não altera seu roteiro estratégico. José Manuel Albesa destacou que a empresa continuará buscando aquisições com foco em valor para complementar o portfólio existente.
As negociações, que vieram a público em março, não evoluíram para um acordo sobre a estrutura final do grupo. Agora, as partes seguem seus caminhos separadamente, com a Estée Lauder mantendo seu portfólio sob controle da família Lauder.
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