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EUA suspendem vendas de armas a Taiwan por guerra no Irã, diz chefe da marinha

Vendas de armas dos EUA a Taiwan entram em pausa para garantir munição para operações no Irã, sinalizando incerteza sobre apoio permanente

A US-made Patriot air defence system deployed at a park during military exercises in Taipei in July 2025.
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  • As vendas de armas dos EUA para Taiwan foram colocadas em pausa para garantir munições para as operações no Irã, segundo o secretário interino da marinha, Hung Cao.
  • O pacote de armas de 14 bilhões de dólares aguarda a assinatura de Trump há meses; Cao afirmou que as vendas externas só seguirão quando a administration considerar necessário.
  • A Presidência de Taiwan disse não haver informação sobre ajustes nessas vendas, em meio a tensionamentos após o encontro entre Trump e Xi Jinping.
  • Pequim reiterou oposição às vendas norte-americanas a Taiwan, ressaltando que a ilha é uma província a ser reunificada, sob o contexto da Taiwan Relations Act.
  • Trump, em várias declarações recentes, sinalizou que os pacotes de armas seriam “um bom instrumento de negociação” e informou que discutiu Taiwan com Xi e tomaria uma decisão em breve.

O remanejo das vendas de armas dos EUA para Taiwan foi colocado em pausa. A decisão foi anunciada pelo secretário interino da Marinha dos EUA, Hung Cao, durante audiência no Congresso. A justificativa é reservar munição para operações no Irã, segundo Cao.

Cao indicou que o pacote de armas no valor de 14 bilhões de dólares ainda aguarda a assinatura de autoridades da administração. Ele afirmou que a pausa visa garantir o suprimento necessário para a operação Epic Fury, as ações norte‑americanas contra o Irã. As vendas retornarão quando o governo considerar adequado.

O senador Mitch McConnell questionou se as vendas a Taiwan seriam aprovadas no futuro. Cao respondeu que a decisão dependerá do secretário de Estado e do responsável pelo Pentágono. A resposta não especificou datas nem condições adicionais.

A informação gerou reação em Taipei. O porta-voz Karen Kuo disse não haver sinal de ajustes no atual pacote de armes. O anúncio ocorre uma semana após Trump se encontrar com Xi Jinping em Pequim, num encontro em que assuntos de Taiwan foram destaque.

Beijing tem repetidamente se oposto às vendas dos EUA à ilha, considerada por a China como província separatista. A relação entre Washington e Taipei é embasada pela Taiwan Relations Act, que exige apoio militar suficiente para se defender.

Trump tem feito declarações que lançam dúvidas sobre o apoio contínuo a Taiwan. Em Beijing, o ex-presidente classificou os pacotes de armas como um “chip de negociação” e mencionou que o tema seria discutido com Xi. Ele afirmou ainda que avaliaria as decisões pendentes.

Durante a visita a Pequim, Xi alertou que Estados Unidos e China podem entrar em conflito se o tema de Taiwan não for tratado de forma adequada, elevando a tensão na região. Mantém‑se o tom de cautela sobre a eventual defesa de Taiwan em caso de invasão.

Até o momento, não houve confirmação de mudanças na política de defesa dos EUA em relação a Taiwan, nem declaração de briga formal entre Washington e Beijing. As informações são de autoridades norte‑americanas e de representantes de Taiwan.

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