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Governo aumenta bloqueio do Orçamento de R$ 1,6 bi para R$ 23,7 bi

Governo amplia bloqueio do Orçamento de R$ 1,6 bi para R$ 23,7 bi para cumprir o teto de gastos, atingindo emendas e despesas obrigatórias, com detalhamento a ser divulgado na próxima sexta-feira

— Foto: Unsplash
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  • O bloqueio de recursos do Orçamento subiu de R$ 1,6 bilhão para R$ 23,7 bilhões para cumprir o teto de gastos deste ano.
  • O aumento faz parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2026, divulgado pelos ministérios do Planejamento e Orçamento e da Fazenda.
  • Atualmente não há valores contingenciados do Orçamento; não houve contingenciamento anunciado.
  • O bloqueio adicional soma-se aos R$ 22,1 bilhões já bloqueados neste relatório, com as emendas parlamentares também atingidas; detalhamento dos ministérios atingidos será divulgado em 29 de junho.
  • Segundo o ministro Bruno Moretti, o bloqueio tende a ser proporcional para não prejudicar os ministérios; há alta prevista em benefícios previdenciários, como BPC, e queda prevista em gastos com pessoal.

O governo federal informou na sexta-feira (22) o aumento do bloqueio de recursos do Orçamento de 1,6 bilhão para 23,7 bilhões. A medida busca cumprir o limite de gastos previsto para o ano, conforme o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2026, divulgado pelos ministérios do Planejamento e Orçamento e da Fazenda.

A análise aponta que o crescimento das despesas obrigatórias pressionou o bloqueio adicional. O total de 23,7 bilhões resulta da soma do bloqueio atual de 22,1 bilhões com o bloqueio anterior de 1,6 bilhão. Emendas parlamentares também devem ser atingidas, segundo os ministérios.

Detalhes do bloqueio

O ministro Bruno Moretti afirmou que o bloqueio será aplicado de forma proporcional, para não prejudicar ministérios. O relatório indica mudanças nas projeções: previdência subiu 11,5 bilhões; o Benefício de Prestação Continuada aumentou 14,1 bilhões. Despesas obrigatórias cresceram 0,3 bilhão, enquanto gastos com pessoal recuaram 3,8 bilhões.

O ministro da Fazenda, Darío Durigan, havia sinalizado na véspera que o governo cortaria fortemente para cumprir as metas fiscais deste ano. Em entrevista à CNN Brasil, Durigan reforçou a necessidade de ajustar contas, sem detalhar medidas adicionais.

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