- O governo vai divulgar, nesta sexta-feira, a atualização do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas em meio ao aumento de gastos obrigatórios.
- Espera-se ampliação do bloqueio orçamentário para acomodar o crescimento das despesas obrigatórias.
- A principal pressão vem da Previdência, que aumentaria cerca de R$ 11 bilhões, mesmo com arrecadação recorde de R$ 278,8 bilhões em abril.
- Dario Durigan afirmou que haverá cortes internos para enfrentar as pressões fiscais e cumprir as regras do arcabouço.
- A Instituição Fiscal Independente critica as estimativas de crescimento econômico e arrecadação, apontando espaço fiscal fictício, e o relatório será um teste para a credibilidade das contas públicas.
O governo divulgará nesta sexta-feira (22) a atualização do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, em meio à piora das pressões fiscais. A expectativa é ampliar o bloqueio orçamentário para acomodar o crescimento das despesas obrigatórias.
A principal pressão vem da Previdência, que tería aumentado cerca de R$ 11 bilhões. Mesmo com arrecadação recorde de R$ 278,8 bilhões em abril, o avanço dos gastos pressiona o cumprimento das metas fiscais.
Mesmo com alta de arrecadação, o governo reconhece rigidez estrutural das despesas. Dario Durigan afirmou que será necessário “cortar na própria carne” para acomodar o aumento das pressões fiscais e cumprir as regras do arcabouço.
Pressão sobre gastos obrigatórios aumenta desafio fiscal do governo
Dentre as despesas obrigatórias, Previdência e gastos com pessoal elevam a necessidade de ajustes internos. Analistas destacam que o cenário complica a gestão do Orçamento e a atuação da equipe econômica.
A divulgação do Relatório Bimestral será acompanhada como teste de credibilidade das contas públicas. O governo pode precisar revisar premissas sobre arrecadação e crescimento econômico diante de riscos para dívida, juros e inflação.
Relatório fiscal vira teste para credibilidade das contas públicas
A Instituição Fiscal Independente criticou estimativas de crescimento econômico e arrecadação consideradas excessivamente otimistas. Em razão disso, aponta espaço fiscal que seria fictício nas contas públicas.
Analistas observam se o governo reforçará a disciplina fiscal para cumprir metas ou manterá premissas consideradas agressivas pelo mercado. O relatório é visto como indicativo dos próximos passos da política fiscal.
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