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Investigação sobre o Master que o BC não realizou ganha repercussão

Caso Master: desvios de recursos e fraudes envolvendo Vorcaro somam R$ 111 milhões; BC e CVM são questionados por atraso na apuração

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  • Natália Portinari identificou a origem dos recursos usados por Daniel Vorcaro para comprar o Máxima, mostrando que R$ 111 milhões vieram de lucros obtidos com operações fraudulentas e foram redistribuídos para empresas dele.
  • O Banco Central afirmou que consultou a Comissão de Valores Mobiliários na época e não se opôs à venda do controle do Máxima, cuja aprovação ocorreu em outubro de 2019; a CVM já tinha conhecimento de fraudes em debêntures e na negociação de cotas de fundos.
  • As fraudes ligadas ao esquema envolveram a Foco DTVM e resultaram na liquidação do Master, em novembro do ano passado; oito acusados foram multados em conjunto, em um Termo de Compromisso assinado em 2020.
  • Houve também um Processo Administrativo Sancionador (nº 19957.007976/2020-94) sobre manipulação de preços e liquidez de cotas do Brazil Realty FII, com acusações entre 2018 e 2019; o TAC correspondente foi rejeitado em dezembro de 2021 e permanece sem condenação.
  • Em 2025, após prazos de vistas, o TAC de R$ 21,2 milhões — dividido entre Master, Vorcaro, Antonio Freixo e Entre Participações — enfrentou debates internos na CVM, com deliberação suspensa por novas vistas; a decisão final em dezembro de 2025 rejeitou o acordo, enquanto os envolvidos já estavam presos, sob investigação ou liquidados.

A investigação sobre operações do Master, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o banco Master, aponta recursos desviados de modo a financiar empresas com lucros obtidos por meio de fraudes em debêntures e na negociação de cotas de fundos. Os valores, segundo análise de processos da CVM citada pela colunista Natália Portinari do UOL, somam cerca de R$ 111 milhões transferidos para empresas de Vorcaro.

Questionado pelo UOL, o Banco Central afirmou que, na época, consultou a CVM e que não houve oposição à venda do controle do Máxima. A venda de controle ocorreu em outubro de 2019, em meio a suspeitas de fraudes que já eram conhecidas pela CVM na gestão de regimes de previdência.

As investigações envolvem fraudes na emissão de debêntures e na negociação de cotas de fundos de investimento fechados, com impactos a regimes de previdência públicos. A Foco DTVM, de Benjamim Botelho, figura entre os parceiros do esquema, que também integrou a operação ligada ao Master e ao Fundo Fake.

Desdobramentos da atuação regulatória

Entre 2020 e 2021, a CVM abriu e fechou acordos de cooperação envolvendo oito acusados, com multas somadas a cerca de R$ 2,3 milhões. Em paralelo, houve nova apuração sobre manipulação de preços e liquidez de cotas do Brazil Realty FII, envolvendo Vorcaro e o Master.

A tramitação do Processo Administrativo Sancionador (PAS) nº 19957.007976/2020-94 foi marcada por prazos dilatados e mudanças de posição. Em 2021, houve acusação formal pela área técnica, mas sem condenação até hoje.

Em 2024 e 2025, o acordo de TAC foi objeto de debates entre a CVM e o comitê, com valores negociados em até R$ 21,2 milhões. Um pedido de vistas suspendeu a análise, e o relatório final permaneceu sob apreciação, enquanto os envolvidos já enfrentavam medidas legais.

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