- Em 2026, as mensalidades de ensino superior privado caíram tanto no presencial quanto no EAD, com a mediana de valores chegando a R$ 835 e R$ 214, respectivamente.
- O recuo no presencial foi de 4,3% após dois anos de alta.
- A exceção foi a medicina, cujo preço aumentou ao menos desde 2012, com mediana de R$ 11.415 e mensalidades chegando a até R$ 15.778.
- A pesquisa, feita pela Hoper Educação e pela Abmes com base em 80% dos cursos do país, foi divulgada no 18º Congresso Brasileiro da Educação Superior, no Rio de Janeiro.
- O estudo aponta que a expansão de oferta e o aumento de cursos semipresenciais pressionam a queda dos preços no presencial e elevam a demanda por EAD/semipresencial.
Em 2026, as mensalidades do ensino superior privado caíram tanto no presencial quanto no EAD, com exceção da medicina, cujo valor segue em alta. A mediana do presencial ficou em R$ 835, queda de 4,3% após dois anos de alta. No EAD, houve recuo de 1,8%, para R$ 214.
Os dados são de estudo conjunto da Hoper Educação e da ABMES, com análise de 80% dos cursos do país. O levantamento foi divulgado durante o 18º Congresso Brasileiro da Educação Superior, no Rio de Janeiro.
Na prática, a retração é puxada pelos cursos de direito e da área de saúde no presencial, e por pedagogia, administração e educação física no EAD. Medicina, porém, mantém preço elevado, com mediana de R$ 11.415 e registros de até R$ 15.778.
O estudo aponta que a expansão da oferta de vagas em saúde, ampliada desde 2023, alimenta a concorrência e pressiona os preços para baixo em cursos de alto valor. Ainda assim, o custo da medicina continua elevado em comparação com outras áreas.
A observação é de que a competição entre instituições gera maior uso de descontos e estratégias de diferenciação. Segundo o diretor-geral da ABMES, a expansão de semipresenciais influencia a redução dos preços no presencial.
A pandemia também impactou o cenário, com aumento de matrículas no EAD desde 2020. Em 2024, o EAD respondeu por 51% das 10,2 milhões de matrículas de graduação no país.
Entre as conclusões, o estudo destaca a migração de alunos para o EAD e para o modelo semipresencial, especialmente após mudanças regulatórias de 2025. O marco permitiu mais oferta de ensino semipresencial, reduzindo o peso das aulas presenciais em alguns cursos.
O 18º Congresso reúne cerca de 400 participantes e discute mercado, inovação e regulação. Diferentemente de edições anteriores, o MEC não enviou representantes aos debates deste ano. A ABMES participou ativamente, inclusive em ações judiciais relacionadas à transparência de dados.
A reportagem pública segue com as análises sobre impactos da regulação, inflação e competitividade no ensino superior privado, com foco na experiência do aluno e na sustentabilidade das instituições.
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