- Mercados globais sobem ante sinais de acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão, mas impasses continuam sobre urânio enriquecido iraniano e o Estreito de Ormuz.
- Analistas do ING dizem que o mercado busca sinais concretos de avanço nas negociações entre Washington e Teerã.
- O petróleo recupa parte das perdas, com Brent subindo 2,59% para US$ 105,24 e WTI 1,89% para US$ 98,17.
- Bolsas da Europa atingem máximas de duas semanas com o otimismo diplomático; ações na Ásia fecham a semana em alta.
- No Brasil, o radar está na divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre, com expectativa de novo bloqueio orçamentário; Congresso derrubou vetos do presidente Lula à LDO, flexibilizando regras de transferências a estados e municípios.
Os mercados globais operam em alta nesta sexta-feira, 22, impulsionados por sinais de um possível acordo preliminar entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão. Contudo, temas centrais, como o destino do urânio enriquecido iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, ainda permanecem sem solução.
Analistas do ING destacam que o mercado busca sinais concretos de avanço nas negociações entre Washington e Teerã. Enquanto isso, o Brent/junho sobe 2,59% para US$ 105,24 e o WTI/junho avança 1,89% para US$ 98,17, com energia influenciada pela tensão regional.
Cenário externo e impacto monetário
Investidores acompanham a posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, indicado por Trump. Warsh assume em meio a pressão para juros mais baixos e ao temor de inflação, segundo o mercado. A fala pública de autoridades também pesa na condução da política.
Bolsas na Europa renovam máximas de duas semanas com o otimismo diplomático entre EUA e Irã. Na Ásia, os principais índices encerram a semana em alta, refletindo o mesmo sentiment de progresso no diálogo internacional.
Perspectivas locais no Brasil
No Brasil, o sinal é de cautela: o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre pode indicar novo bloqueio orçamentário para acomodar despesas obrigatórias. O tema ganha atenção de investidores.
O debate fiscal segue relevante após o Congresso derrubar vetos do presidente Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias. A flexibilização de regras para transferências a Estados e municípios pode afetar prefeituras inadimplentes em meio a disputas eleitorais.
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