- Madis Muller, membro do Conselho Governante do Banco Central Europeu, diz haver “um bom caso” para a alta de juros em junho, devido ao surto de energia.
- A justificativa, segundo Muller, é responder à guerra no Irã.
- A inflação já supera a meta de dois por cento e a economia mostra fraqueza, situação que complica a decisão de política monetária.
- Muller está prestes a deixar o órgão e fez os comentários em Liubliana, em entrevista à Bloomberg Adria.
- A declaração aponta para a possibilidade de aperto monetário mesmo com riscos para o crescimento.
O Conselho de Governação do BCE pode considerar um aperto adicional nas taxas de juros em junho, diante de um avanço energético ligado ao conflito no Irã, segundo o membro que está deixando o órgão, Madis Muller. A avaliação aponta para uma resposta monetária limitada por fatores externos.
Muller destacou que há um argumento sólido para elevar a meta de juros no próximo mês, caso a energia elevada preserve pressões inflacionárias. A inflação já excede a meta de 2% enquanto a economia permanece sob pressão, afirmou o chefe do banco central da Estônia.
A declaração foi feita durante entrevista em Liubliana, realizada na sexta-feira, com a Bloomberg Adria. O contexto envolve decisões futuras do BCE diante de choques de energia e de demanda, que afetam tanto o cenário inflacionário quanto o crescimento econômico da zona do euro.
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