- Polícia descobriu central de mineração de moedas digitais em imóvel abandonado no Complexo do Lins, na zona norte do Rio de Janeiro.
- Estrutura era usada para lavar dinheiro do tráfico de drogas, com equipamentos que realizavam cálculos para validar transações sem instituições financeiras.
- Energia elétrica para os equipamentos era furtada, segundo as investigações.
- Dez suspeitos ligados ao Comando Vermelho foram presos, e drogas, celulares e veículos roubados foram apreendidos.
- A operação contou com helicópteros sobrevoando a região durante mandados de prisão e busca e apreensão.
No Rio de Janeiro, a polícia desvendou uma central de mineração de moedas digitais instalada em um imóvel aparentemente abandonado no Complexo do Lins, na zona norte. O espaço era usado para processar cálculos de criptomoedas com o objetivo de lavar dinheiro do tráfico de drogas. A descoberta ocorreu durante ações de cumprimento de mandados.
Segundo as investigações, o sistema realizava cálculos matemáticos para validar transações com moedas virtuais sem a intermediação de bancos. Parte do valor gerado seria destinada aos responsáveis pelos equipamentos, conforme apurado pela autoridade. Especialista consultado pela polícia apontou que a fraude pode ser facilitada pela natureza das transações em criptomoedas, que costumam ter rastreabilidade reduzida.
Para a polícia, a finalidade da estrutura era lavar capitais provenientes do tráfico. Indícios de irregularidades surgiram ao constatar que os equipamentos utilizavam energia elétrica furtada. A delegada Luciana Fonseca afirmou que não se trataria apenas de lavagem tradicional, e sim de investimento nesse maquinário para justificar lucros ilícitos.
A operação contou com o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho. Helicópteros sobrevoaram a região durante a ação. Ao todo, dez suspeitos foram presos, e drogas, celulares e veículos roubados foram apreendidos como parte do conjunto de evidências.
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