- A ANP discutirá no dia 29 de maio a possibilidade de fracionamento do envase do botijão de 13 quilos (P13) e o fim da exclusividade do vasilhame.
- O tema já constou da pauta em 15 de maio, mas foi adiado; na próxima reunião, diretores devem retomar o debate.
- O diretor-geral Artur Watt Neto afirmou ao NeoFeed que o assunto volta à pauta e será analisado pela colegiada na data prevista.
- Empresários do GLP temem insegurança jurídica e possíveis impactos na segurança do envase, além de abrir espaço para atuação do crime organizado, caso haja mudanças.
- A avaliação é de que o apoio ao avanço do projeto tende a depender de votos favoráveis de três entre cinco diretores, com audiências públicas previstas para o segundo semestre e investimentos estimados em ao menos 2 bilhões de reais pelas quatro maiores empresas do setor.
O temor das distribuidoras de gás GLP volta à pauta da ANP. Em reunião marcada para sexta-feira, 29 de maio, diretores vão discutir o envase fracionado do botijão de 13 kg e o fim da exclusividade do vasilhame. A medida pode alterar investimentos no setor.
O tema já havia sido colocado em pauta no dia 15 de maio, mas foi adiado. Agora, o diretor-geral Artur Watt Neto afirmou ao NeoFeed que o assunto retorna com força, mesmo antes da divulgação oficial da agenda pela ANP.
O debate acontece no contexto de um programa social ligado ao gás de cozinha, o Gás do Povo. Distribuidoras planejam bilhões de reais em compras de novos botijões para atender a demanda prevista, o que aumenta a sensibilidade do tema.
Contexto regulatório e impactos no mercado
Segundo a ANP, a presença de envase fracionado e a abertura da exclusividade podem exigir ajustes de segurança jurídica. Entidades do setor alertam para riscos de fiscalização mais fraca e possibilidade de entrada de irregularidades.
A votação é esperada com um placar apertado, estimado em 3 a 2, com o objetivo de encaminhar o processo. O líder do colegiado deve anunciar o voto na sessão, que pode confirmar o encaminhamento do tema.
Caso o projeto avance, há previsão de audiências públicas e consulta popular no segundo semestre. A agenda deve ocorrer em meio a uma reta final de corrida eleitoral, com impactos para investimentos de curto prazo.
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