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Tintas Coral acusa Sherwin-Williams e Suvinil de sufocar concorrência

Coral acusa Sherwin-Williams e Suvinil de sufocar concorrência; Cade é acionado por práticas de exclusividade no varejo de tintas

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
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  • Akzo Nobel, propietária da Coral, acionou o Cade pedindo medidas protetivas contra supostas práticas anticompetitivas da Sherwin-Williams após a compra da Suvinil por US$ 1,15 bilhão.
  • A denúncia afirma que a Sherwin-Williams negocia contratos de exclusividade com redes de varejo, oferecendo vantagens para excluir concorrentes.
  • Com a aquisição da Suvinil, a Sherwin-Williams passou a ter cerca de 45% do mercado brasileiro de tintas decorativas; o Cade aprovou a operação sem restrições.
  • A empresa passou a adotar o programa Revenda Master, convertendo lojas multimarcas em canais exclusivos, com apoio financeiro para reformas e sem cobrança de royalties.
  • Segundo a representação, o programa Select Master vincula vantagens a exclusividade e visibilidade da marca, com relatos de pressão para deixar de vender concorrentes em até 120 dias, incluindo Iquine, Coral e PPG.

O grupo holandês AkzoNobel, dono da Coral, protocolou nesta quarta-feira no Cade uma representação para pedir medidas protetivas contra supostas práticas anticompetitivas atribuídas à Sherwin-Williams, nos Estados Unidos. A denúncia visa coibir danos ao mercado brasileiro de tintas.

Segundo a queixa, após a aprovação da compra da Suvinil, por US$ 1,15 bilhão em setembro, a Sherwin-Williams estaria negociando contratos de exclusividade com redes de varejo, oferecendo vantagens para excluir concorrentes dos canais de venda.

Com a aquisição da Suvinil, a Sherwin-Williams passaria a deter cerca de 45% do mercado brasileiro de tintas decorativas. A operação foi aprovada pelo Cade sem restrições, levando em conta a pulverização do varejo nacional.

A empresa mudou a estratégia no Brasil após a aquisição: deixou de operar com rede própria de lojas e passou a firmar parcerias com varejistas. O programa Revenda Master envolve canais exclusivos e reformas de loja custando até 500 mil.

O modelo não é franquia, mas envolve investimento do lojista e apoio da Sherwin-Williams. O dono da Coral aponta que o programa oferece vantagens econômicas, maior visibilidade e exclusividade para a marca no ponto de venda.

Na representação, assinada pelo advogado Ricardo Inglez de Souza, há relatos de descontos condicionados a compromissos de exclusividade e documentos do Select Master. Um áudio de revendedor menciona pressão para abandonar concorrentes como Iquine, Coral e PPG.

A denúncia sustenta que, ao concentrar canais estratégicos nas mãos do líder de mercado, haveria fechamento do modelo multimarcas e prejuízo à concorrência. A Sherwin-Williams não comentou até a publicação.

Aguarda-se manifestação oficial do Cade e da Sherwin-Williams, com o Cade potencialmente solicitando esclarecimentos adicionais para avaliação técnica do caso. O espaço permanece aberto para informações adicionais.

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