- Gisèle Pelicot, de 73 anos, falou no Hay Festival, no Reino Unido, sobre o momento em que se apaixonou e voltou a confiar, após um calvário de estupro entre 2011 e 2020, orquestrado pelo ex-marido na França.
- Dominique Pelicot foi condenada a 20 anos de prisão em 2024 por dopar, estuprar e permitir que outros homens abusassem dela, durante quase uma década.
- Pelicot abriu mão do anonimato durante o julgamento, que envolveu 51 homens considerados culpados de estupro.
- Ela descreveu ter encontrado seu parceiro, Jean-Loup Agopian, e disse que é possível amar novamente em qualquer idade, ressaltando a importância da educação para evitar violência contra a mulher.
- A ativista também mencionou ações de sua filha, Caroline Darian, queMove também move ações legais contra Dominique Pelicot, além de apoiar campanhas contra submissão química.
Gisèle Pelicot, 73, contou, em palco, como encontrou a possibilidade de amar de novo após sofrer violência sexual provocada pelo ex-marido na França. O caso envolveu também a participação de dezenas de homens ao longo de quase uma década.
No julgamento em que Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão em 2024, Pelicot renunciou ao direito de anonimato. Ela relatou ter sido drogada, abusada e exposta a outros ataques quando inconsciente.
O depoimento ocorreu durante o Hay Festival, no País de Gales, onde Pelicot também falou sobre o livro memoirístico A Hymn to Life e sobre a recuperação após a violência. O público incluiu jornalistas e leitores.
Ela citou a coragem de confiar novamente em alguém e mencionou que, embora fosse improvável aos 73 anos, encontrou um novo parceiro, Jean-Loup Agopian, que a acompanhou no palco. Ela afirmou acreditar na possibilidade de convivência entre homens e mulheres.
Pelicit ressaltou a necessidade de a sociedade reconhecer a violência contra mulheres e disse que o tema atravessa fronteiras. A ativista afirmou que a história dela não se limita a um caso isolado, mas reflete um problema amplo.
A conversa também abordou investigações recentes ligadas a um site que facilitou abusos, incluindo casos envolvendo a filha da vítima. Autoridades investigam a plataforma Coco, que foi fechada em 2024 após vínculo com crimes graves.
Pelicit descreveu o episódio de sedação como extremo, lembrando a família preocupada com suas ligações e repetições de falas durante ligações. Ela disse ter demorado a decidir renunciar ao anonimato, diante da pressão de muitos réus.
A filha de Pelicot, Caroline Darian, também figura em ações legais contra Dominique Pelicot. Em meio ao processo, Pelicot elogiou o trabalho associativo da filha, que defende campanhas contra submissão química.
Para quem busca apoio, organizações de ajuda ao abuso sexual estão disponíveis no Reino Unido, EUA e outros países, com linhas de apoio e serviços informativos. Fonte de referência e orientação é destacada ao final, sem divulgação de contatos neste texto.
Entre na conversa da comunidade