- Jeff Bezos afirmou à CNBC que a IA deve ser desenvolvida e não regulada prematuramente, e que não deve destruir empregos, mas aumentar a produtividade.
- Segundo ele, a IA pode elevar o nível das funções e reduzir custos, com o trabalho sendo feito de forma mais eficiente e em nível superior.
- O empresário mencionou uma “história de duas economias” nos Estados Unidos e sugeriu que a redução do imposto de renda para metade da população de menor renda seria discutida.
- Bezos defendeu que grandes fortunas podem ser criadas de maneira justa, citando redes de fast-food como exemplos de modelos de negócio bem-sucedidos.
- Ele criticou a vilanização de ricos, comentou sobre Donald Trump com tom positivo e disse manter contatos com governos de forma apartidária.
Jeff Bezos afirmou em entrevista à CNBC que a inteligência artificial deve ser desenvolvida sem regulações prematuras, defendendo que a tecnologia pode aumentar a produtividade, reduzir custos e elevar o nível das funções exercidas por trabalhadores. O bilionário disse que críticas à IA que preveem substituição de empregos estão equivocadas.
Segundo ele, as ferramentas de IA vão ajudar profissionais a resolver problemas com mais eficiência, elevando o desempenho das equipes. Bezos citou que ganhos de produtividade podem gerar deflação em diversos bens e serviços, desde que a tecnologia tenha liberdade para se desenvolver.
O executivo afirmou que o trabalho poderá ocorrer em níveis mais altos, com exemplos práticos na indústria, como o uso de IA em programação e operação de máquinas, para melhorar processos sem reduzir a demanda de mão de obra.
Dois retratos da economia americana
Bezos comentou a ideia de uma história de duas economias nos Estados Unidos, com setores em boa situação e outros em dificuldade. Ele sugeriu que a equação tributária poderia favorecer a renda mais baixa, defendendo a simplificação do imposto para a metade da população com menor renda.
Ele citou a situação de uma enfermeira no Queens que ganha cerca de US$ 75 mil anuais e paga mais de US$ 12 mil em impostos, questionando a lógica da cobrança nessa faixa de renda.
Fortunas e impostos
Na entrevista, o fundador da Amazon defendeu que grandes fortunas podem ser construídas de forma justa, desde que o modelo de negócios gere valor para os clientes. Citou redes de alimentação como exemplos de escala e serviço apreciado pelo público.
Bezos enfatizou que sucesso financeiro depende de oferecer serviços que atraem milhões de pessoas, entendendo que esse atrativo é o mecanismo que gera riqueza, sem afirmar vantagens indevidas para nenhum grupo.
Críticas às narrativas sobre riqueza
O empresário criticou a vilanização de bilionários, dizendo que a retórica não resolve problemas estruturais. Questionou ainda o foco de alguns políticos em culpabilizar indivíduos ricos sem mudanças concretas na prática.
Ao tratar de impostos, Bezos afirmou que o debate sobre tributação para renda mais alta pode ser válido, desde que não haja desincentivo à criação de negócios. Afirmou que o sistema fiscal atual já é progressivo e aponta gastos públicos como parte da equação.
Relações com governos
Bezos ressaltou que seus contatos com autoridades são apartidários e que manteve diálogo com ex-presidentes, incluindo Barack Obama e Joe Biden. Disse que empresários devem contribuir com governos independentemente de quem esteja no poder, mantendo postura alinhada com a América.
Ele concluiu afirmando que está do lado da América e que essa posição deve guiar a atuação de líderes empresariais, especialmente em temas de inovação, emprego e crescimento econômico.
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