- Belo Horizonte tem 65% das famílias com contas atrasadas no início de 2026, contra média de 29% nas capitais.
- João Pessoa aparece com 12%, a menor taxa, mas teve a maior alta relativa em 2 anos (de 5% em dez/2023 para 12% em dez/2025).
- Entre as maiores inadimplências, constam Belo Horizonte (65%), Manaus (49%), Fortaleza (48%), Distrito Federal e Goiânia (42% cada).
- O endividamento também avançou: 78% das famílias tinham dívidas em 2023, 76% em 2024 e 80% em 2025.
- Em números absolutos, São Paulo soma 2,87 milhões de lares endividados; Rio de Janeiro, 2,09 milhões; e Distrito Federal, 779,7 mil.
Belo Horizonte é a capital com maior proporção de famílias com contas atrasadas no país, aponta estudo da FecomercioSP. No início de 2026, 65% dos lares da cidade tinham pendências, enquanto João Pessoa tinha a menor taxa, 12%.
A inadimplência na capital mineira subiu nos últimos dois anos: 50% em dez/2023, 55% em dez/2024 e 65% em dez/2025. Em contraste, a média entre as capitais ficou em 29% para 2026.
Entre as capitais com maiores taxas, aparecem: Belo Horizonte (65%), Manaus (49%), Fortaleza (48%), Distrito Federal (42%), Goiânia (42%), Rio Branco (38%), Teresina (36%), Porto Velho (35%), Vitória (34%), Natal (32%) e Palmas (32%).
João Pessoa, além de apresentar a menor inadimplência, registrou a maior alta relativa em dois anos: de 5% em dez/2023 para 12% em dez/2025, aumento de 151%.
Crescimento do endividamento
A pesquisa aponta aumento também no endividamento total. A parcela de famílias com dívidas passou de 78% em 2023 para 80% em 2025, com queda para 76% em 2024. O indicador abrange cartão de crédito, carnês, cheque especial, crédito consignado, empréstimos e financiamentos.
Capitais com as maiores taxas de endividamento: Fortaleza 90%, Vitória 90%, Belo Horizonte 89%, Rio de Janeiro 89%, João Pessoa 88%, Manaus 87%, Teresina 87%, Boa Vista 87%, Porto Velho 86%, Cuiabá 85%, Curitiba 85%, Natal 85% e Porto Alegre 85%.
Em números absolutos, São Paulo lidera com 2,87 milhões de lares endividados, seguido pelo Rio de Janeiro (2,09 milhões) e pelo Distrito Federal (779,7 mil).
Diante do cenário, a FecomercioSP ressalta a necessidade de políticas de educação financeira. A entidade afirma que o aumento da inadimplência e do endividamento pode reduzir o consumo e pressionar a economia brasileira.
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