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IA acelera cortes em consultorias e bancos, fim de assistente executivo?

IA acelera cortes em assistentes executivos de consultorias e bancos, com demissões e transferência de vagas para regiões de menor custo

O boom da consultoria no pós-pandemia perdeu força
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  • A PwC nos Estados Unidos demitiu cerca de 600 assistentes executivos, recrutadores e outros profissionais de suporte em fevereiro, em meio a planos de reestruturação e adoção de IA.
  • Outras siglas e firmas — EY, KPMG, Deloitte, McKinsey, Grant Thornton, Baker McKenzie e Clifford Chance — também reduziram equipes de apoio ou transferiram vagas para locais de menor custo.
  • O Standard Chartered planeja cortar cerca de 8 mil cargos em áreas corporativas nos próximos quatro anos, argumentando substituição de capital humano por capital financeiro.
  • Vagas transferidas para regiões como Flórida, Caribe, Índia e outras passaram a enfrentar riscos com o avanço da IA, mesmo com custos menores.
  • Especialistas dizem que assistentes executivos devem ser fortemente afetados pela IA, e que a função pode evoluir, mas permanece vulnerável em cenários de corte de custos.

A PwC dos EUA demitiu cerca de 600 assistentes executivos, recrutadores e outros colaboradores de apoio em fevereiro, segundo fontes que falaram à Bloomberg News. As demissões ocorrem após anúncios de reestruturação feitos no ano anterior, em meio à aposta na automação e na simplificação de operações.

Empresas de serviços profissionais, incluindo EY, KPMG, Deloitte, McKinsey, Grant Thornton e escritórios de advocacia como Baker McKenzie e Clifford Chance, reduziram equipes de apoio nos últimos 12 meses. Bancos também têm eliminado funções de suporte, como parte de uma busca por maior eficiência.

Reorganização e deslocamento de vagas

Em busca de custos menores, várias organizações transferem vagas de apoio para regiões com mão de obra mais barata, longe de centros como Nova York e Londres. Locais como Flórida, Caribe, Índia, Polônia e Filipinas recebem parte dessas funções, mantendo fusos horários próximos aos escritórios dos sócios.

A operação da PwC nos EUA também citou iniciativas de “modernização” para alinhar serviços às necessidades da firma e do mercado, com foco em tornarem-se mais digitais e eficientes. Com isso, a empresa sinalizou intenção de reinvestir em crescimento.

Impactos e perspectivas de mercado

Especialistas apontam que a pressão sobre margens e o avanço da IA aceleram os cortes em equipes de apoio, mesmo quando a demanda por serviços de consultoria e assessoria permanece volátil. Alguns ex-funcionários afirmam que áreas de suporte estão entre as mais vulneráveis diante da automação.

Dados do setor indicam que cargos de assistente executivo, historicamente estáveis e bem remunerados, enfrentam transformação. Em grandes bancos e firmas, salários podem chegar a patamares elevados, mas a tendência atual é de maior eficiência com menos funções manuais.

Comentários oficiais e ajustes

Porta-vozes de PwC, McKinsey e Baker McKenzie disseram estar avaliando práticas de suporte à medida que adotam IA para melhorar eficácia. A Deloitte afirmou que seus benefícios são ajustados conforme o mercado, mantendo foco em profissionais que atendam às necessidades da operação.

O debate sobre o papel do assistente executivo na era da IA segue em aberto, com especialistas destacando que algumas funções podem evoluir para cargos que complementem a automação, enquanto outras podem enfrentar redução de quadro.

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