- O Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras nos últimos anos com incentivos fiscais e impostos menores.
- Neste contexto, a margem de lucro pode ser até 150% maior no Paraguai, quando se considera apenas a carga tributária sobre consumo e faturamento.
- A energia para indústrias é até 60% mais barata no país vizinho, contribuindo para reduzir custos.
- Fábricas sob a Lei de Maquila têm, em média, 12% de impostos e encargos trabalhistas totais; em alguns setores, a carga pode chegar a 80%.
- Maquiladoras pagam 1% sobre o valor agregado; dividendos, importação de insumos e compra de máquinas também contam com benefícios.
O Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras nos últimos anos graças a incentivos fiscais e impostos menores. Considerando apenas a carga tributária ligada ao consumo e ao faturamento, o lucro de empresários pode ficar 150% maior do que no Brasil. Além disso, a energia no país é até 60% mais barata para indústrias.
A principal aposta são as maquiladoras, empresas estrangeiras voltadas para exportação que produzem no Paraguai com menor imposto. Nesse regime, fábricas pagam, em média, 12% de impostos e encargos trabalhistas totais.
No Brasil, a tributação é mais extensa: 34% de IR sobre o lucro, ICMS entre 17% e 23%, IPI até 30% e Pis/Cofins até 9,25% sobre a receita. No Paraguai, há simplificação e menor custo, segundo especialistas.
Há ainda um modelo conhecido como triplo 10, aplicado por algumas empresas, mesmo fora da Lei de Maquila: 10% de IVA, 10% de IR PJ e 10% de IR PF. Pesquisas indicam ganhos maiores na margem de lucro ao produzir no Paraguai.
Uma simulação com a Fipecafi aponta vantagens ao produzir uma geladeira de R$ 5.000. No Paraguai, a estrutura tributária reduz os encargos e aumenta a margem de lucro, com efeito direto no resultado final.
O sistema tributário paraguaio é descrito como mais estável e previsível, sem mudanças frequentes para arrecadação. Pesquisas indicam que o Brasil tem maior custo de compliance, com mais declarações e obrigações acessórias.
A energia é um diferencial importante. Tarifas para indústria no Paraguai são até 60% mais baratas, conforme dados da Ande. Além disso, o excedente de Itaipu é vendido ao Paraguai, reduzindo o custo médio de energia para o país.
Jonathan Linzmeyer, empresário de São Bento do Sul (SC), é exemplo de movimento: parte das operações de fabricação de esquadrias está no Paraguai. Ele também investiu em coworkings e terrenos após migrar parte da produção.
Maquiladoras definem-se por importar insumos com benefícios fiscais, fazer montagem no país e exportar o produto final. O objetivo é atrair investimento e gerar empregos com custos menores de impostos e mão de obra.
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