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Bancos e seguradoras atrasam avanço da sustentabilidade na construção

Barômetro aponta entrave financeiro: retorno sobre investimento ainda não comprovado freia adoção de resiliência na construção, mesmo com urgência no Brasil

construção sustentável é vista como prioridade por 76% dos stakeholders e cidadãos (Leandro Fonseca/Exame)
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  • O Barômetro da Construção Sustentável 2026 aponta que a falta de clareza sobre o retorno financeiro é o principal entrave para o avanço da adaptação e resiliência na construção, mesmo com o reconhecimento da importância por bancos e seguradoras.
  • O desafio é comprovar o retorno sobre o investimento; os benefícios da resiliência aparecem a longo prazo e de forma indireta, enquanto os custos imediatos pesam.
  • Apenas 47% dos profissionais acreditam que a construção sustentável gera mais valor econômico do que a tradicional; a percepção é menor na Europa e na Ásia-Pacífico.
  • No Brasil, a construção sustentável é prioridade para 76% dos stakeholders e cidadãos, mas apenas 35% avaliam que gera mais valor econômico que métodos tradicionais.
  • Caminhos para avançar incluem tornar os benefícios visíveis para investidores e usuários, comprovar o desempenho das soluções e aumentar a competitividade; o setor financeiro pode acelerar a transformação ao incorporar adaptação e resiliência em suas análises de risco, padrões e instrumentos financeiros.

A edição 2026 do Barômetro da Construção Sustentável, conduzida pela Saint-Gobain, aponta entraves no avanço da sustentabilidade na construção. Bancos e seguradoras reconhecem a importância da adaptação climática, mas a falta de clareza sobre o retorno financeiro freia investimentos.

O estudo mostra que, embora o tema ganhe espaço, ele ainda não está definido como critério decisivo em financiamentos e seguros. O principal desafio é provar o retorno sobre o investimento, já que os benefícios da resiliência aparecem a longo prazo e de forma indireta.

Na prática, custos imediatos pesam mais que ganhos futuros, dificultando a incorporação da resiliência nos modelos financeiros. Apenas 47% dos profissionais acreditam que construção sustentável gera mais valor econômico do que a tradicional.

Desafios e caminhos

Especialistas apontam três caminhos para mudar esse cenário: tornar os benefícios visíveis para investidores e usuários, comprovar o desempenho das soluções implantadas e demonstrar competitividade frente aos métodos convencionais.

Papel do setor financeiro

O Barômetro sugere que bancos e seguradoras podem acelerar a transformação ao incorporar adaptação e resiliência nas análises de risco. Recomendam-se padrões operacionais mais claros, tradução de riscos físicos em métricas econômicas, instrumentos específicos e integração da resiliência nas avaliações.

Brasil em foco

No Brasil, a construção sustentável é prioridade para 76% de stakeholders e cidadãos, acima da média global. No entanto, apenas 35% acreditam que gera mais valor econômico que os métodos tradicionais. Transparência no desempenho e competitividade de soluções são vistos como essenciais.

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