Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CVC vs VC: mais difícil no curto prazo, mais fácil no longo

CVC exige paciência de curto prazo com agenda interna ampla; diferença crucial entre retorno financeiro e valor estratégico, diz Vivo Ventures

Por razões diferentes, tanto o VC quanto o CVC exigem paciência
0:00
Carregando...
0:00
  • O VC independente foca em gerar retorno superior para manter captação, usando métricas como DPI, TVPI e IRR; no CVC, o sucesso pode ser considerado maior valor estratégico para a empresa-mãe mesmo sem lucro imediato.
  • No curto prazo, o CVC é mais difícil: agendas internas numerosas, comitês, pressão por resultados trimestrais e retorno que pode levar anos para aparecer.
  • A Vivo Ventures mostra a importância de campeões internos: executivos que conectam a visão de longo prazo do CVC aos objetivos de curto prazo das áreas de negócio, viabilizando parcerias.
  • O VC ensina disciplina de retorno e relacionamento com fundadores; o CVC traz valor estratégico, mas pode levar a priorizar narrativa estratégica em vez de retorno financeiro isolado.
  • Conclusão do autor: VC e CVC são jogos diferentes, com regras próprias, que exigem paciência, transparência e tolerância à ambiguidade.

Phillip Trauer, diretor da Vivo Ventures e da Wayra Brasil, analisa as diferenças entre venture capital (VC) e corporate venture capital (CVC). O relato resulta de quase sete anos em uma gestão de VC independente e de dois anos atuando na CVC da Vivo. A avaliação vem de uma mudança para o ambiente corporativo e busca explicar por que cada modelo funciona de modo distinto.

Em VC independente, o foco é gerar retorno superior ao dos pares para manter a captação. Métricas como DPI, TVPI e IRR aparecem como indicadores centrais, sem margem para reinterpretar resultados. No CVC, a régua de sucesso é mais flexível, valendo a geração de valor estratégico para a empresa-mãe, mesmo que o retorno financeiro ainda não esteja consolidado.

Trauer aponta que, no curto prazo, o CVC enfrenta maior dificuldade operacional. Gerir agendas conflitantes entre comitês de investimento, áreas de negócio e metas trimestrais cria tensão para apoiar oportunidades que podem levar anos para maturar. Além disso, envolve traduzir uma visão de futuro em métricas práticas dentro de modelos de negócio de longo prazo.

Outro desafio é a presença de campeões internos: executivos que atuam como ponte entre a visão de longo prazo da CVC e o curtíssimo prazo das unidades de negócio. Sem esses aliados, parcerias com startups tendem a se tornar negociações isoladas entre gestores com prioridades distintas. Em Vivo, a rede interna já gerou resultados expressivos.

Entre os aprendizados, Trauer destaca que o VC independente ensina disciplina de retorno, velocidade de decisão e relacionamento com fundadores. Já o CVC demonstra que a distribuição de valor pode superar o retorno financeiro isolado, desde que a disciplina de resultados não seja abandonada. O executivo reforça a busca pela convergência entre transparência, paciência e tolerância à ambiguidade.

A Vivo Ventures, segundo o relato, conectou 129 startups a mais de 50 diretórios da Vivo em 2025, gerando contratos no valor de 61 milhões de reais e fechando 16 acordos comerciais. Esses números refletem não apenas um processo de investimento eficiente, mas também a confiança construída ao longo do tempo dentro da organização.

Ao final, Trauer mantém a visão de que VC independente e CVC operam em territórios diferentes, com regras próprias. A prática, segundo ele, reside na capacidade de mover músculos distintos para cada contexto, sempre priorizando dados, governança e resultados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais