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CNI aciona STF para questionar suspensão da taxa das blusinhas

CNI ajuíza ADI no STF para suspender a medida que zerou o imposto de importação de itens até US$ 50, apontando concorrência desleal e risco de perda de empregos

Fonte: vm/Getty Images
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  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou ação no STF para suspender os efeitos da medida provisória que zerou o imposto de importação em compras internacionais de até US$ 50.
  • O registro foi feito na sexta-feira, 22, e a ADI questiona a desoneração, afirmando que ela prejudica o mercado interno, viola a isonomia e beneficia apenas plataformas estrangeiras.
  • A entidade afirma que a mudança pode gerar perda de empregos e prejuízos à economia, argumentando que a cobrança ajudava a manter 135 mil empregos e R$ 19,7 bilhões em impostos no ano anterior.
  • A CNI aponta que a suspensão da alíquota exigiria urgência constitucional e ressalta que o tema já era debatido no Congresso, questionando o uso de medida provisória.
  • O ministro da Fazenda indicou, um dia antes da ação, que a queda da cobrança foi embasada em dados, que a entrada de pacotes de baixo valor diminuiu com a taxação, e que o governo pode reavaliar a medida se necessário.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou no STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para suspender os efeitos da medida provisória que zerou a cobrança do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A ação foi registrada na última sexta-feira, 22 de abril de 2025.

Segundo a CNI, a eliminação da alíquota prejudica o mercado interno e fere a isonomia e a livre concorrência. A entidade afirma que apenas plataformas estrangeiras seriam beneficiadas e que a desoneração gera concorrência desleal, afetando micro e pequenas empresas.

A CNI também sustenta que a medida violaria o princípio de proteção do mercado interno como patrimônio nacional e aponta que não houve mudança estrutural na economia para justificar a revogação, que já vinha elevando a arrecadação federal.

Contexto e próximos passos

Um dia antes do registro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a derrubada da taxação em itens de baixo valor estaria baseada em dados de fluxo de pacotes. Ele mencionou que o governo acompanha os resultados e pode discutir retorno da taxa caso haja desarranjo.

Durigan ressaltou ainda que o presidente Lula se mostrou desconfortável com a cobrança e que o governo avalia a possibilidade de reintroduzir a cobrança se necessário, conforme entrevista à CNN.

A discussão sobre o imposto, que havia sido tema de debate no Congresso, segue sem definição final. A CNI pediu a suspensão imediata dos efeitos da medida provisória até o julgamento do caso.

FONTE: informações repassadas pela CNI em petição ao STF e declarações públicas de autoridades do governo.

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