- O presidente de Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu o primeiro-ministro Ousmane Sonko, crítico à reestruturação da dívida.
- A decisão ocorre após um acirramento entre o governo e Sonko sobre políticas econômicas e a gestão de uma dívida não revelada de 7 bilhões de dólares.
- As conversas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) ficaram abaladas pela crise entre o executivo e o parlamento.
- Horas depois, o presidente da Assembleia Nacional Malick Ndiaye, aliado de Sonko, renunciou, o que pode abrir caminho para o retorno de Sonko ao cargo de chefe da legislatura.
- A instabilidade aumenta incertezas sobre a condução da política econômica e possíveis reformas de dívida.
O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, exonerou o primeiro-ministro Ousmane Sonko na sexta-feira, 22 de maio de 2026. A medida ocorreu em meio a um choque político e a divergências sobre políticas econômicas e a gestão de uma dívida não revelada de 7 bilhões de dólares. As negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) estavam suspensas há semanas.
A demissão de Sonko, crítico da reestruturação da dívida, intensificou a crise governista e pode atrasar acordos com a instituição financeira. Faye também rompeu com parte do que era visto como linha de produção econômica do governo, ampliando a incerteza sobre o futuro da gestão.
Em paralelo, o presidente nomeou o Parlamento como alvo de mudanças políticas. O presidente da Assembleia, Malick Ndiaye, aliado de Sonko, pediu demissão horas depois, o que pode facilitar o retorno de Sonko ao cargo de chefe do Parlamento. A saída de Ndiaye aumenta a possibilidade de rearranjos institucionais.
Impacto nas negociações com o FMI
As mudanças ocorrem em um momento crítico para as tratativas com o FMI, que visa assistência para ajuste macroeconômico, controles fiscais e reformas estruturais. Até o momento, não houve anúncio de novo calendário para as negociações.
Especialistas apontam que a instabilidade ministerial pode dificultar pactos sobre metas de dívida, juros e contenção de gastos. Observadores avaliam que a continuidade de políticas de austeridade pode depender do equilíbrio entre o governo e o Legislativo.
Entre na conversa da comunidade