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Executivo da BlackRock vê sinais suficientes para corte de juros do Fed

Executivo da BlackRock aponta fatores que justificam corte de juros do Fed, contrastando com apostas de alta até dezembro

(Fonte: Bloomberg)
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  • Navin Saigal, chefe de renda fixa global para a região Ásia-Pacífico da BlackRock, disse que há fatores suficientes para justificar um corte de juros do Fed, em resposta a uma pergunta sobre as probabilidades de alta.
  • O executivo afirmou ainda que, no horizonte, pode haver pressão no mercado de trabalho que leve a não agir ou a cortar juros, contrastando com a visão de investidores que esperam alta.
  • O mercado tem precificado quase certo um aumento das taxas até dezembro, uma mudança em relação a três meses atrás, quando se esperavam cortes.
  • A elevação de preços de combustíveis e de outros insumos devido à guerra do Irã aumenta as expectativas de inflação e as apostas de alta do Fed.
  • Os rendimentos de títulos de dois anos, sensíveis à política monetária, subiram de 3,36% em março para 4,12% na sexta anterior, refletindo as apostas de aperto monetário.

O executivo da BlackRock Navin Saigal afirmou que existem fatores suficientes para justificar um corte de juros pelo Fed, em resposta a uma visão se Warsh, o que difere da tendência de mercado que encara o cenário com maior probabilidade de alta.

Segundo Saigal, no horizonte de médio prazo pode haver pressão no mercado de trabalho que leve a manter a prática atual ou reduzir, citando fatores que poderiam sustentar um corte caso a economia não confirme aquecimento acelerado. A declaração foi dada em entrevista à Bloomberg Television.

As colocações do executivo contrastam com a leitura de investidores em títulos, que apontam para a credibilidade do combate à inflação como prioridade do Fed. O mercado tem mostrado maior inclinação a uma alta de juros, em contrapartida à pressão de cortes defendida por alguns participantes.

Cenário de juros e inflação

Traders passaram a precificar quase certa a elevação das taxas até o fim de dezembro, movimento que representa uma mudança expressiva em relação a meses anteriores, quando a visão predominante era de cortes mais profundos. A inflação passou a ganhar importância diante da elevação recente de preços de combustível e de materiais devido a conflitos geopolíticos, como a guerra no Irã.

O rendimento de títulos do Tesouro de dois anos, sensível a mudanças de política monetária, avançou de 3,36% em março para 4,12% na última semana, refletindo a expectativa de alta. Mesmo com sinais positivos para a economia dos EUA, como investimentos em IA, as pressões no mercado de trabalho aparecem como fator a observar.

Fontes próximas ao mercado destacam que, apesar do cenário promissor, há incertezas sobre o ritmo de crescimento econômico nos próximos doze meses. Analistas apontam que o comportamento do mercado de trabalho pode ditar a direção das próximas decisões do Fed.

O conjunto de informações indica um ambiente de vigilância contínua sobre política monetária, com movimentos de juros influenciados por inflação, demanda por mão de obra e avanços tecnológicos. As autoridades financeiras mantêm o foco em indicadores de curto e médio prazo.

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