- O premiê Sanae Takaichi anunciou um orçamento suplementar de US$ 19 bilhões para subsidiar combustíveis e enfrentar o custo de vida no Japão.
- Ao mesmo tempo, prometeu que não haverá aumento geral do endividamento e que o financiamento virá por meio de emissão de títulos para cobrir o déficit.
- O valor de aproximadamente 3 trilhões de ienes utiliza metade das reservas contingenciais de 1 trilhão de ienes para subsídios a serviços públicos, elevando a necessidade de recompor as reservas.
- Subsídios à gasolina seguem em vigor para manter preços estáveis, consumindo rapidamente as reservas e elevando a pressão sobre a contabilidade pública.
- O governo avalia manter a emissão de títulos estável, mas o rendimento do título de referência de 10 anos chegou a 2,8%, maior desde outubro de 1996, destacando riscos fiscais.
O Japão anunciará um orçamento extra de 19 bilhões de dólares para Subsidiar custos de combustíveis e enfrentar a pressão do custo de vida. A primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou a medida nesta segunda-feira, 25, em Tóquio.
Ela também prometeu que não haverá aumento geral do endividamento, buscando acalmar investidores de títulos públicos.
O orçamento suplementar, divulgado inicialmente neste mês, contradiz declarações anteriores de Takaichi de que não haveria gastos adicionais. A medida ocorre em meio ao salto dos preços da energia e ao enfraquecimento do iene, que elevam o custo de importação e pressionam a popularidade do governo.
Detalhes financeiros e impactos
O adicional de cerca de 3 trilhões de ienes sustenta subsídios a serviços públicos, com parte das reservas contingenciais de 1 trilhão de ienes sendo utilizada para manter tarifas estáveis.
Takaichi afirmou que os gastos serão financiados por emissão de títulos para déficit, mantendo, segundo ela, o mercado de títulos estável. Os recursos devem cobrir perdas em contas de energia.
O governo avalia impactos no mercado de dívida. Relatórios indicam que a emissão de títulos pode manter o plano, caso receitas tributárias e não tributárias fortaleçam o caixa público. O cenário atual ainda envolve riscos fiscais ligados à alta remuneração dos títulos.
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