- As ações da Ferrari caíram quase 8% após a apresentação do Ferrari Luce, o primeiro carro totalmente elétrico da marca.
- O modelo, avaliado em 550 mil euros (aproximadamente US$ 640 mil), recebeu críticas de analistas e influenciadores por causa do design.
- O Luce representa uma mudança na estratégia da Ferrari, que passou a eletrificar parte da linha, com participação de Jony Ive; o visual foi comparado a Honda Accord EV e Tesla Model 3.
- A revelação ocorreu em Roma, em três fases, e as ações chegaram a cair 7,8% no pregão de Milão, maior baixa desde outubro.
- O desempenho do Luce é superior a 1.000 cavalos, aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e velocidade máxima acima de 310 km/h; analistas da Bernstein veem a tentativa da marca de equilibrar elétricos e motores a combustão.
Ferrari viu suas ações recuarem significamente após a apresentação do Ferrari Luce, primeiro carro totalmente elétrico da marca. O anúncio, feito em Roma, ocorreu no contexto de uma revelação em três fases iniciada no ano passado. O fato relevante foi registrado pela imprensa financeira, citando a reação negativa de analistas e influenciadores.
O Ferrari Luce é cotado em cerca de 550 mil euros, aproximadamente 640 mil dólares. Mesmo com desempenho prometedor, a imprensa especializada critica o design e compara o carro a modelos elétricos de produção em massa. O anúncio provocou dúvidas sobre a estratégia de eletrificação da Ferrari.
Na bolsa de Milão, as ações da Ferrari chegaram a cair 7,8% no pregão, maior baixa desde outubro. O recuo ocorreu logo após o fechamento do evento, que ocorreu na capital italiana e alinhou-se a uma apresentação dividida em fases.
Desempenho e especificações chamam atenção, apesar das críticas ao visual. O Luce oferece mais de 1.000 cavalos de potência e acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, com velocidade máxima superior a 310 km/h. Em comparação, o SUV Purosangue V12 da própria marca é usado como referência de desempenho.
Desempenho e reação de mercado
Analistas do Bernstein afirmam que a Ferrari não seguiu caminho inseguro na eletrificação e destacam potencial de atrair colecionadores e clientes tradicionais. Mesmo assim, o modelo aumenta dúvidas sobre o equilíbrio entre elétricos e motores a combustão na linha futura.
A Ferrari já ajustou sua meta de elétricos para 2030, reduzindo pela metade a participação prevista. A expectativa atual é que os elétricos representem 20% do portfólio, mantendo os motores de combustão com peso maior.
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