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BTG ou XP: por que analistas têm ação favorita entre rivais

Analistas apontam BTG Pactual como favorito após resultados recordes; diversificação reduz riscos, enquanto XP enfrenta volatilidade do mercado de capitais

Briga — Foto: Getty images
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  • BTG Pactual fechou o 1T de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 4,808 bilhões e receita total de R$ 9,968 bilhões, respectivamente alta de 4,3% e 0,8% frente ao trimestre anterior.
  • O retorno sobre patrimônio (ROAE) ficou em 26,6%, com a incorporação do Banco Pan gerando R$ 1,125 bilhão em receitas e carteira de crédito de R$ 73,6 bilhões (+14,1% no trimestre).
  • A aquisição de 48% da fintech Meutudo foi concluída, reforçando a vertical de crédito ao consumidor, ainda que aumente a atenção ao risco de crédito.
  • XP Inc. encerrou o 1T com lucro líquido ajustado de R$ 1,318 bilhão, +3% frente ao trimestre anterior, e receita bruta de R$ 4,92 bilhões, +8% anual, mas -7% ante o quarto trimestre.
  • A XP teve ativos de clientes de R$ 1,5 trilhão, captação líquida varejo de R$ 18,7 bilhões e área de ações com receita de R$ 1,17 bilhão (+22% yoy); renda fixa caiu 25% em 12 meses. Analistas mantêm preferência pelo BTG pela diversificação e resiliência do modelo. A XP está sujeita à volatilidade do mercado de capitais, mas pode crescer em serviços financeiros.

O BTG Pactual e a XP Inc divulgaram seus resultados do primeiro trimestre de 2026. O BTG apresentou lucro e receita em recorde, ampliando a vantagem frente à XP, que teve lucro ajustado e receita menor que o esperado. Analistas apontam que a diversificação do BTG ajuda a sustentar o desempenho independentemente do humor do mercado.

OBTG encerrou o trimestre com lucro líquido ajustado de 4,808 bilhões de reais, alta anual de 42,3%. A receita total atingiu 9,968 bilhões, crescimento de 34,3% em 12 meses. O ROAE ficou em 26,6%, mesmo com queda frente ao trimestre anterior. A incorporação do Banco Pan gerou receita de 1,125 bilhão e expansão da carteira de crédito, que chegou a 73,6 bilhões, aumento de 14,1% no trimestre.

A XP registrou lucro líquido ajustado de 1,318 bilhão de reais, subindo 7% em 12 meses, mas recuou frente ao trimestre anterior. O ROE ficou em 21,7%. Entre os destaques, a receita bruta somou 4,92 bilhões, alta de 8% (ano) mas queda de 7% em relação ao quarto trimestre. A base de ativos de clientes alcançou 1,5 trilhão de reais.

A captação líquida no varejo da XP foi de 18,7 bilhões, próxima da meta de 20 bilhões por trimestre. A área de ações teve desempenho forte, com receita de 1,17 bilhão, alta de 22% em 12 meses. O trimestre, contudo, foi afetado pela piora do crédito e pela marcação a mercado sobre renda fixa, com queda de 25% na receita de renda fixa em 12 meses.

Apesar dos números positivos do BTG, analistas destacam que a XP mantém dependência maior do mercado de capitais. Em visão de gestão, o BTG tem árvore de negócios mais diversificada, incluindo crédito ao consumidor, banco de varejo e banco de investimentos, o que reduz impactos de ciclos específicos.

Para o mercado, o BTG aparece como a opção mais resiliente entre os dois rivais. Avaliações ressaltam a previsibilidade de resultados e a percepção de qualidade da gestão. O posicionamento é visto como favorável a um prêmio de múltiplos maior para as ações do banco.

No cenário de listagem, as ações da XP ainda operam na Nasdaq, enquanto o BTG é listado na B3. Investidores brasileiros podem acessar a XP por meio de BDRs na bolsa brasileira, facilitando o investimento sem carteira internacional própria.

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