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Fim da 6×1 deve considerar realidade do pequeno negócio, diz Sebrae

Sebrae aponta que fim da escala 6x1 deve considerar a realidade dos pequenos negócios; 87% conhecem a proposta e avaliação sobre impactos varia por setor

"O empreendedor do Brasil, dada a sua dimensão, é uma miríade, um caleidoscópio de empresas, de empreendedores", disse Cassemiro em evento realizado pelo Correio - (crédito: Ed Alves/CB/D.A. Press)
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  • Pesquisa do Sebrae com cerca de 8,3 mil empreendedores apontou que 87% conhecem a proposta de fim da escala 6×1; 13% não conhecem o tema.
  • Entre os que conhecem a discussão, 51% acreditam que a mudança não impactaria os negócios, 27% veem efeito negativo, 11% positivo e 11% não souberam dimensionar.
  • A percepção dos impactos varia conforme o setor; pet shops, clínicas veterinárias, hotéis, restaurantes e alimentação costumam temer efeitos negativos, enquanto economia criativa pode aproveitar maior tempo de lazer para ampliar demanda.
  • O Sebrae aponta que o Brasil tem 24,7 milhões de empreendedores, sendo 13,4 milhões de microempreendedores individuais, 9,4 milhões de microempresas e 1,8 milhão de empresas de pequeno porte; dois em cada três pequenos negócios não possuem empregados.
  • Para adaptar-se a mudanças na jornada, o Sebrae propõe três pilares: produtividade, gestão e inovação, destacando planejamento financeiro, organização de escalas e programas de tecnologia como o Sebraetec.

O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho precisa considerar a realidade dos pequenos negócios no Brasil, responsáveis por grande parte da geração de empregos. O tema foi pauta de abertura do CB Debate Escala 6×1: Em Busca do Equilíbrio na Jornada de Trabalho, organizado pelo Correio nesta terça-feira (26/5).

A atividade reuniu dados de uma pesquisa do Sebrae com cerca de 8,3 mil empreendedores em fevereiro e março de 2026. O gerente adjunto de Estratégia e Transformação do Sebrae Nacional, Fausto Ricardo Keske Cassemiro, destacou a penetração do tema no setor.

Resultados da pesquisa

Entre os entrevistados, 87% estavam cientes da proposta de alteração da escala de trabalho que prevê o fim do modelo 6×1, enquanto 13% afirmaram desconhecer o tema. Em relação aos impactos, 51% disseram imaginar sem efeito nos negócios, 27% avaliam impacto negativo, 11% mantêm expectativa de efeito positivo e 11% não conseguiram dimensionar.

Cassemiro ressaltou a diversidade de atividades entre os pequenos negócios, destacando que impactos variam conforme o ramo. Setores como pet shops, clínicas veterinárias, hotéis, restaurantes e alimentação costumam demonstrar maior preocupação com efeitos negativos, enquanto segmentos da economia criativa veem potencial de aumento da demanda com mais tempo de lazer.

Panorama dos pequenos negócios

O Sebrae enfatizou a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira. O Brasil tem cerca de 24,7 milhões de empreendedores, sendo 13,4 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), 9,4 milhões de microempresas e 1,8 milhão de empresas de pequeno porte (EPPs). Dois em cada três negócios não possuem empregados além do empreendedor.

Para a adaptação a mudanças na jornada de trabalho, o Sebrae aponta que a produtividade é o principal desafio. Os pequenos negócios respondem por cerca de 26,5% do PIB empresarial, apesar de representarem 95% das empresas do país.

Tripé para adaptação

O Sebrae defende três pilares para preparar as empresas: produtividade, gestão e inovação. Na gestão, destaca o planejamento financeiro e a organização das escalas de trabalho, já que muitos empreendedores não têm formação em administração financeira. Na inovação, a organização busca ampliar programas de tecnologia voltados a pequenos negócios, como o Sebraetec, para aumentar ganhos de produtividade.

Cassemiro encerrou destacando que a discussão sobre a jornada de trabalho não deve ser vista como uma disputa entre patrões e empregados, e que a ideia é buscar um modelo de ganho-ganha para empreendedores e trabalhadores.

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