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Minas de ouro gigantes impressionam pela escala da exploração mineral

Minas de ouro ao redor do mundo mostram escala e impacto econômico, movimentando dezenas de toneladas e empregos significativos

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  • Nevada Gold, nos Estados Unidos, operada pela Barrick Gold Corporation, produz 94 toneladas de ouro.
  • Muruntau, no Uzbequistão, é a maior mina a céu aberto da região, com 579 metros de profundidade, e produz 85 toneladas.
  • Grasberg, na Indonésia, é a terceira maior mina de cobre, também produzindo ouro, com 41 toneladas e operada pela Freeport-McMoRan.
  • Olimpíada, na Rússia, operada pela Polyus, utiliza a tecnologia de bio-oxidação BIONORD e produz 34 toneladas de ouro.
  • Pueblo Viejo, na República Dominicana, é operada pela Barrick em parceria com a Newmont, produz 23 toneladas e emprega cerca de 2.350 funcionários com 2.500 contratados.

Minas de ouro ao redor do mundo impressionam pela escala da exploração e pela relevância econômica. Diversas operações movimentam bilhões e sustentam parcela significativa da mineração global. O giro de metais preciosos envolve diversos players e tecnologias.

A Nevada Gold, situada no estado de Nevada, nos EUA, é operada pela Barrick Gold. Iniciou atividades em 2019, com dez minas subterrâneas, doze de superfície e instalações associadas. A produção é de cerca de 94 toneladas.

A mina Muruntau, descoberta em 1958 no deserto de Kyzyl Kum, Uzbequistão, começou a operar em 1967. Hoje é a maior mina a céu aberto da região, com 579 metros de profundidade e produção de 85 toneladas.

Grasberg e Olimpíada

Grasberg, na Papua, Indonésia, é a terceira maior mina de cobre e opera com ouro. Fica a quase quatro mil metros acima do nível do mar. A produção de ouro é de 41 toneladas e é administrada pela Freeport-McMoRan.

Olimpíada é uma mina russa gerida pela Polyus Mining. O minério passa por três moinhos com capacidade superior a 14 milhões de toneladas por ano. A produção de ouro atinge 34 toneladas.

Pueblo Viejo e Kibali

Pueblo Viejo fica na República Dominicana e é operada pela Barrick, em parceria com a Newmont. A produção de ouro é de 23 toneladas. A mina emprega cerca de 2.350 funcionários e 2.500 contratados, respondendo por 2% do PIB dominicano.

Kibali está na República Democrática do Congo e é operada pela Barrick. O complexo combina planta de sulfeto e óxido, com processamento de até 7,2 milhões de toneladas por ano. Há três usinas hidrelétricas de 44 MW e reserva térmica de 32 MW.

Cadia, Lihir, Canadian Malartic e Boddington

Cadia, na Austrália, é operada pela Newcrest Mining e produz cerca de 23 toneladas de ouro. A mina de Lihir, na Papua-Nova Guiné, também da Newcrest, gera 20 toneladas anuais, em área de alta atividade geotérmica. Grandes aberturas no solo afloram a pressão subterrânea.

Canadian Malartic, no Canadá, começou a operar em 2014 e tem produção anual de 20 toneladas. O depósito foi descoberto em 1923, com operações comerciais iniciadas em 2011. Em 2014, a propriedade tornou-se compartilhada entre Agnico-Eagle e Yamana Gold.

Boddington, na Austrália, é a maior mina de ouro do país, operada pela Newmont. A produção anual também fica em torno de 20 toneladas, com expectativas de continuidade por cerca de 15 anos, considerando reservas atuais.

Observações sobre tecnologia e mercado

A indústria tem visto avanços, incluindo técnicas de oxidação e bio-oxidação para minérios sulfetados, além da aplicação de tecnologias de processamento e gestão de resíduos. O mercado de ouro permanece como reserva de valor, com variações conforme crises econômicas.

A tokenização de ativos em ouro surge como novidade, oferecendo entrada facilitada para investidores com menor escala. Mesmo com valorização estável a longo prazo, o metal reage a cenários econômicos adversos.

Observadores destacam que a diversidade geográfica das minas aumenta a resiliência do setor frente a choques regionais. Ainda assim, a demanda global continua condicionada por fatores como política de commodities, produção e custos operacionais.

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