- O chefe do BCE, Olaf Sleijpen, afirmou que a persistência dos choques de energia guiará a próxima decisão de política monetária.
- O objetivo continua sendo a estabilidade de preços e a decisão dependerá da evolução da inflação e de como o choque energético se transmite a outros indicadores.
- O BCE manteve as taxas de juros no último ano e discutiu um possível aumento para junho, diante da inflação acima da meta de 2% impulsionada pela energia.
- Sleijpen indicou preocupação com a duração do choque de energia e afirmou que o mercado não aponta uma normalização iminente; não confirmou ainda um aumento em junho.
- Além disso, o aperto financeiro e o enfraquecimento do cenário econômico já ajudam a conter a inflação, e os mercados preveem entre dois e três aumentos, com o primeiro em julho.
A persistência dos choques nos preços da energia pode orientar a próxima decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), afirmou Olaf Sleijpen, chefe do banco central holandês e membro do Conselho do BCE, nesta terça-feira. O foco é manter a estabilidade de preços, dependendo da evolução da inflação.
Sleijpen destacou que o principal ponto de observação é até que ponto o aumento da energia se transmite a outros indicadores de preços. Embora o BCE tenha mantido as taxas no último ano, houve debate sobre um reajuste na reunião anterior, em meio a inflação acima da meta de 2%.
O membro do BCE sinalizou preocupações com a duração do choque de energia, observando que os preços de mercado indicam que a normalização não deve ocorrer em breve. Não confirmou a hipótese de alta em junho, diferindo de uma posição de uma colega do conselho, e disse que aguardará dados recentes antes de formar opinião.
Ao mesmo tempo, Sleijpen ressaltou que o aperto das condições financeiras e o enfraquecimento do cenário econômico já ajudam a conter a inflação. Segundo ele, as condições financeiras tornaram-se mais restritivas, as taxas subiram e os bancos estão mais rigorosos em empréstimos, com deterioração de expectativas de crescimento e de confiança.
Mercados financeiros apontam entre dois e três reajustes das taxas de juros, com o primeiro movimento já precificado para julho, seguido por uma etapa adicional no outono europeu. O BCE analisa dados que devem orientar a decisão na próxima reunião, marcada para duas semanas.
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