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Preço do insumo de whey protein sobe 105% em um ano com canetas emagrecedoras

Preço do whey protein sobe 105% em um ano e pressiona margens; expansão industrial deve ocorrer apenas em dois mil e vinte e sete

Whey protein passou a ser consumidor por usuários de canetas emagrecedoras para evitar a perda de massa magra
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  • O preço do concentrado de whey protein subiu 105% nos últimos 12 meses, e a tonelada de whey com 80% de proteína atingiu € 22 mil (cerca de R$ 128 mil) na União Europeia nas duas primeiras semanas de maio.
  • O aumento é impulsionado pela disseminação das canetas emagrecedoras e pelo crescimento do consumo de proteína, com o Brasil ainda sem dado consolidado sobre o valor devido à presença de poucos fabricantes.
  • A oferta mundial não acompanhou a demanda, pressionando os preços; os Estados Unidos e a Europa são grandes produtores.
  • No Brasil, a Sooro Renner anunciou investimento de R$ 800 milhões em uma fábrica em Francisco Beltrão (Paraná) para ampliar a produção.
  • Empresas do setor têm adotado estratégias para reduzir impactos de custo, como redução da concentração proteica ou do tamanho das embalagens (ex.: whey com 60% de proteína e potes menores).

Nos últimos 12 meses, o preço do whey protein disparou 105%. A tonelada do concentrado com 80% de teor proteico (WPC 80) atingiu € 22 mil nas duas primeiras semanas de maio, na União Europeia, segundo a rede de serviços financeiros StoneX. No Brasil, não há dado consolidado devido ao número limitado de fabricantes locais.

A elevação está associada à disseminação de canetas emagrecedoras e ao aumento do consumo de proteína para preservar massa magra durante o emagrecimento. A atuação dessas terapias, aliada à demanda crescente desde a pandemia, pressionou o insumo para cima.

O concentrado de whey é obtido a partir do leite, por meio de filtragem do soro resultante da fabricação do queijo. Antes, o whey era amplamente utilizado na alimentação animal; hoje é amplamente consumido por usuários de tratamentos para emagrecimento.

Mercados e impactos

Tiago Chimelli, CEO da Protesa, aponta que o whey deixou de ser produto de nicho e ganhou aplicação generalizada. “Marcas usam o insumo como fortificante em alimentos em geral”, afirma. Hoje já há produtos com whey, como chocolates e pães.

A oferta mundial não acompanhou o ritmo da demanda, o que sustenta a alta de preços. Chimelli acredita que não há expectativa de recuo até o segundo ou terceiro trimestre de 2027, quando novas unidades devem entrar em operação.

No Brasil, a Sooro Renner, fabricante de concentrado de whey, prepara expansão com investimento de cerca de R$ 800 milhões em uma fábrica em Francisco Beltrão (PR). O objetivo é ampliar a capacidade produtiva local.

Perspectivas de preço e estratégias de empresas

Juliana Torres, da Stonex, observa possibilidade de leve recuo nos preços nos próximos meses, caso a demanda se ajuste. Ainda assim, não seria suficiente para retornar aos patamares de 2023. A dependência de importação ocorre principalmente dos EUA e da Europa.

Diego de Freitas Rodrigues, CEO da Growth Suplementos, afirma que a empresa já realizou dois reajustes de 15% em 2025 e busca manter margens. Como alternativa, a Growth passou a oferecer whey com concentração de 60%, mais barato que o tradicional.

A Supley também ajustou estratégias, com embalagens menores para reduzir o preço por serviço. Alberto Moretto, sócio da empresa, afirma que houve ajuste de cerca de 40% no preço para compensar o custo mais alto do insumo.

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