- O Sindicato Samsung Electronics Co Union (SECU), que representa cerca de 13 mil trabalhadores, pediu à Justiça que suspenda a votação de um acordo salarial.
- O acordo mediado pelo governo, alcançado na semana passada, evitou uma greve de dezoito dias que envolveu 48 mil trabalhadores.
- A aprovação depende da maioria dos membros elegíveis que votarem e da maioria desses votos serem favoráveis; a votação começou na sexta-feira e deve terminar na quarta-feira pela manhã.
- A SECU afirmou não ter direito a participar da votação e deixou a equipe de negociação antes do acordo ser fechado.
- O National Samsung Electronics Union (NSEU), com cerca de 20 mil membros, vota contra o acordo; parte dos trabalhadores de fundição também expressa descontentamento, e alguns acionistas podem contestar a ratificação.
Ação judicial marca tentativa de suspender votação sobre acordo salarial da Samsung Electronics. O pedido foi feito pelo SECU, sindicato que representa trabalhadores de consumo da empresa, nesta terça-feira em Seul. A solicitação visa impedir a conclusão da votação já iniciada entre afiliados.
O acordo mediado pelo governo, fechado na semana passada, buscou evitar uma greve de 18 dias. Ele prevê bônus consideráveis para a divisão de chips de memória, que teve lucro impulsionado pelo boom da IA, e benefício menor para outras áreas.
A votação começou na última sexta-feira e deve encerrar na manhã de quarta-feira. O SECU, com cerca de 13 mil filiados, afirmou que não teve direito de participar do pleito.
Divergências entre sindicatos
O NSEU, que representa trabalhadores de fundição e design de chips lógicos, também criticou o acordo. Segundo Lee Ho-seok, parte dos trabalhadores vota contra, embora números oficiais não tenham sido revelados.
Ao todo, o NSEU soma cerca de 20 mil membros, majoritariamente entre as equipes de chips. Há ainda rumores de ações legais caso o acordo seja ratificado sem oposição de acionistas.
A Samsung terá de lidar com reações em diferentes frentes. O acordo elevou expectativas no país, mas expôs dissidências sobre como distribuir ganhos do setor de IA.
Mesmo com o impasse, a empresa afirma que o acordo visa manter a competitividade e evitar interrupções na produção em várias unidades do grupo. A votação segue até o fim desta semana.
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