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Uber diz que IA não eleva serviço aos passageiros

Uber admite que o aumento de gastos com IA não resulta em melhoria prática para passageiros, enquanto orçamento de IA de 2026 já foi consumido

Diretoria questiona se alto custo melhora a vida de quem chama um carro pelo app (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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  • A Uber afirma que não há ligação direta entre o aumento de gastos com IA e melhorias para passageiros ou motoristas.
  • O orçamento de IA para 2026 foi utilizado em apenas quatro meses, e o investimento no modelo Claude Code já foi consumido.
  • O CTO, Praveen Neppalli Naga, disse que é difícil apontar ganhos práticos diretos gerados pela IA para os usuários.
  • O CEO, Dara Khosrowshahi, afirma que agentes autônomos já geram cerca de 10% de todo o código da empresa, com IA generativa atuando em marketing, desenvolvimento de negócios e jurídico.
  • A liderança fala em frear contratações para sustentar a IA, enquanto o COO ressalta a necessidade de monitorar o consumo de tokens e o custo por funcionário para justificar a estratégia.

O presidente e COO da Uber, Andrew Macdonald, afirmou que não há relação comprovada entre o crescimento de gastos com inteligência artificial e melhorias tangíveis para passageiros ou motoristas. Em entrevista ao podcast Rapid Response, ele disse que a alta direção questiona se a adoção ampla da tecnologia está trazendo retorno prático no uso cotidiano do aplicativo, reconhecendo que essa ligação ainda não ficou clara.

A observação ocorre enquanto a empresa confirma ter esgotado o orçamento de 2026 para IA em apenas quatro meses. O diretor de tecnologia, Praveen Neppalli Naga, informou durante a divulgação de resultados financeiros que a verba destinada ao uso do Claude Code, modelo da Anthropic, já foi consumida. Ele ressaltou que, mesmo com o lançamento de novos produtos, a matemática do investimento não fecha.

A Uber sustenta, internamente, que a IA está gerando produtividade. O CEO Dara Khosrowshahi afirmou que agentes autônomos já respondem por cerca de 10% do código da companhia. Embora engenheiros humanos ainda revisem as linhas de código, a automação avança para outras áreas, como marketing, desenvolvimento de negócios e jurídico, promovendo uma força de trabalho com percepções consideradas de alto desempenho.

Finanças e estratégia de recursos

O orgulho estratégico na IA é acompanhado pela preocupação com o custo por token em relação ao quadro de funcionários. Macdonald afirmou que é necessário mensurar o consumo de tokens e o custo por recurso humano para justificar o investimento, especialmente em cenários com indicadores de satisfação do cliente pouco claros. A liderança parece buscar equilíbrio entre automação e o atendimento ao usuário, sem ampliar indefinidamente o quadro de colaboradores.

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