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Alimentos e contas de luz puxam alta de 0,62% na prévia da inflação de maio

IPCA-15 avança 0,62% em maio, com alimentos e energia elevando o índice e rompendo a meta pela primeira vez desde outubro

Preço das contas de luz subiram
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  • IPCA-15 de maio subiu 0,62%, recuando versus 0,89% de abril.
  • Alimentos puxaram a inflação, com alta de 1,38% e principais ganhos em batata-inglesa, tomate, leite e carnes.
  • Despesas fora de casa subiram 0,51% em maio, menor que em abril.
  • Contas de luz ficaram 2,16% mais caras, por cobrança da bandeira amarela devido à menor chuva.
  • O IPCA-15 acumulado de junho de 2025 a maio de 2026 ficou em 4,64%, rompendo o teto da meta pela primeira vez desde outubro.

A prévia da inflação brasileira fechou maio em 0,62%, segundo o IBGE. O índice é impulsionado por alimentos, passagens aéreas e energia elétrica, e faz o IPCA-15 superar o teto da meta pela primeira vez desde outubro do ano passado, quando ficou em 4,94%.

A leitura de maio marca uma desaceleração frente abril, que registrou alta de 0,89%. Em comparação com o mesmo período de 2025, o IPCA-15 ficou em 0,36%. O indicador acumula 4,64% nos 12 meses entre junho de 2025 e maio de 2026.

Furo da meta não exige justificativa imediata do Banco Central. O sistema considera a meta mensal pelo acumulado de 12 meses. Se o rompimento se mantiver por seis meses consecutivos, o BC precisa justificar o ocorrido e indicar prazo para retorno da inflação à meta.

Alimentos

Os alimentos e bebidas subiram 1,38% em maio, deixando o grupo entre os principais responsáveis pelo avanço. Destaques de alta ficaram com batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%).

No domicílio, o subgrupo alimentação ficou em alta de 1,73%, menor que abril (1,77%). Queda de preços de maçã (-2,32%) e café moído (-2,09%) amenizou o ritmo de alta.

Pelas ruas, preços fora de casa também aceleraram menos neste mês, com alta de 0,51% ante 0,7% em abril. Refeições subiram 0,57% e lanches 0,37%, contribuindo para a desaceleração observada no período.

Energia elétrica

As contas de luz ficaram 2,16% mais caras em maio, com o efeito da bandeira amarela nas tarifas residenciais. A Aneel explica que a cobrança extra soma aproximadamente R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

A agência aponta que a escassez hídrica levou ao acionamento de usinas termelétricas, elevando o custo de geração em comparação com as hidrelétricas. O país não registrava cobrança adicional desde dezembro de 2025.

Sobre o IPCA-15

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, medindo variações nos 30 dias que vão do meio do mês ao meio do mês seguinte. Em maio, o período analisado foi 16 de abril a 15 de maio de 2026.

O indicador abrange nove grandes grupos: alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, vestuário, artigos residenciais, comunicação, despesas pessoais e lazer. A coleta ocorre em 11 áreas urbanas do Brasil.

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