- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avalia indicar duas mulheres para diretorias: Cecilia Machado, para Política Econômica, e Marina Copola, para Organização do Sistema Financeiro.
- A decisão final depende da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Se confirmadas, as indicações deixariam o Copom com três mulheres em seu colegiado de nove membros, mantendo Izabela Corrêa como a atualmente única mulher na diretoria.
- As vagas estão abertas desde janeiro e já impactam o funcionamento do Copom, que realizou três reuniões com sete dos nove membros.
- A demora reflete tensões entre o governo e o Senado e a proximidade do calendário eleitoral, segundo informações associadas ao processo.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avalia indicar duas mulheres para vagas em diretorias da instituição. As candidatas estão em estudo para ocupar cargos estratégicos na Diretoria de Política Econômica e na Diretoria de Organização do Sistema Financeiro. A decisão final cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que precisa aprovar as indicações.
As candidatas em avaliação são Cecilia Machado, economista-chefe do BOCOM BBM e doutora em economia pela Universidade Columbia, para a diretoria de Política Econômica. Na Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, o nome de Marina Copola, titular da CVM, aparece como principal opção.
A escolha ainda depende do Planalto, conforme fontes próximas ao BC. Galípolo tem reiterado que o preenchimento das vagas depende do Executivo. Não houve anunciada definição oficial até o momento.
Se confirmadas, as indicações podem alterara o rosto do Copom. Com três mulheres no colegiado, o total passaria a sete homens e duas mulheres, em um órgão de nove membros. Atualmente, Izabela Corrêa atua como diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta, com mandato até 2028.
Há histórico de baixa participação feminina no BC. Ao longo da história, apenas seis entre 142 diretores foram mulheres. As vagas estavam abertas desde janeiro, impactando o funcionamento do Copom, que realizou três reuniões com sete dos nove integrantes.
O atraso nas nomeações reflete tensões entre governo e Senado, além da proximidade do calendário eleitoral. A avaliação sobre as indicações ocorre em meio a um cenário político mais contido para aprovações de nomes do Executivo.
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