- Ferrari Luce, o primeiro carro elétrico da marca, foi revelado há dois dias e já gerou grande repercussão pelo design apresentado.
- O ex-presidente Luca Cordero di Montezemolo criticou o visual, dizendo que pode destruir uma lenda e sugeriu retirar o cavalo rampante do carro.
- Nas redes sociais, a reação foi majoritariamente negativa e as ações da Ferrari caíram 8,4% na bolsa de Milão após o lançamento.
- Os papéis fecharam em 310 euros na segunda-feira e passaram a 284 euros na terça, já refletindo a repercussão do design.
- O veículo tem 1.050 cavalos de potência com o modo boost, acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, atinge 310 km/h e tem autonomia de 530 km; custa US$ 610 mil.
A Ferrari Luce, primeiro carro elétrico da história da marca, foi revelada há dois dias, com grande repercussão sobre o novo design. Apesar de potência acima de 1.000 cv e velocidade máxima de 310 km/h, o visual gerou críticas.
O ex-presidente Luca Cordero di Montezemolo comentou a respeito do esportivo, em entrevista a veículos locais. O executivo, que comandou a Ferrari por 24 anos, questionou o visual e disse temer pela imagem da marca, mesmo sem detalhar mudanças.
Nas redes, o perfil oficial da Ferrari recebeu avaliações majoritariamente negativas. A repercussão também atingiu o desempenho das ações da companhia na bolsa de Milão, com queda de 8,4%.
Design e desempenho
O Luce tem dois propulsores dianteiros com 286 cv e dois traseiros com 843 cv, totalizando 1.050 cv no modo boost. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 2,5 segundos e a velocidade máxima é de 310 km/h.
A autonomia fica em 530 km. O modelo mede 5,02 m de comprimento, 2,0 m de largura e 1,54 m de altura, com portas traseiras e porta-malas de 597 litros. O painel interior é assinado por Jony Ive, remetendo aos esportivos dos anos 1970. O preço inicial anunciado é de US$ 610 mil.
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