- Dólar comercial fechou em alta, a R$ 5,0616, alta de 0,68%; contrato futuro para junho ficou em cerca de R$ 5,0630.
- Movimentos foram influenciados pela tensão entre Estados Unidos e Irã e por notícias conflitantes sobre um possível acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio.
- Televisão iraniana mencionou proposta preliminar para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz em até um mês, em troca de retirada militar dos EUA e flexibilização do bloqueio; a Casa Branca negou acordo formal e o presidente Donald Trump disse não estar satisfeito com as negociações.
- No Brasil, o IPCA-15 de maio subiu 0,62%, acumulando alta de 4,64% em 12 meses, o que elevou preocupações com inflação e reduziu apostas em cortes mais rápidos da Selic (14,50% ao ano).
- O fluxo cambial de maio até o dia 22 foi negativo, em US$ 2,062 bilhões, enquanto o petróleo Brent caiu para abaixo de US$ 95 por barril e o dólar index (DXY) operava a 99,200 pontos.
O dólar comercial fechou em alta frente ao real nesta quarta-feira, pressionado pela cautela dos investidores frente às negociações entre Estados Unidos e Irã. Notícias conflitantes sobre um possível acordo para reduzir tensões no Oriente Médio contribuíram para a volatilidade no mercado.
A moeda norte-americana saiu de R$ 5,05 e fechou perto de R$ 5,06, com alta de 0,68%. No ano, o dólar acumula queda de 7,79%. O contrato futuro para junho, mais negociado na B3, subiu cerca de 0,46%, a aproximadamente R$ 5,0630.
Durante a sessão, a tevê iraniana informou ter recebido proposta preliminar para restabelecer navegação no Estreito de Ormuz em até um mês, com retirada militar dos EUA e flexibilização de bloqueio. A Casa Branca negou acordo formal.
Mais tarde, o presidente Donald Trump disse não estar satisfeito com as negociações e descartou, por ora, qualquer alívio de sanções ao Irã. O cenário elevou a volatilidade de ativos globais, sobretudo petróleo e moedas de exportadores.
No exterior, o petróleo Brent recuou abaixo de US$ 95 por barril, impactando principalmente moedas de commodities. Analistas apontam que a queda do petróleo reduz fluxos estrangeiros para ações de energia, limitando o efeito positivo sobre o real.
O dólar atingiu uma mínima intraday de R$ 5,0311 e uma máxima de R$ 5,0716, mantendo-se acima de R$ 5,05 até o fechamento. No mercado local, o IPCA-15 de maio subiu 0,62% e acumulou alta de 4,64% em 12 meses, acima das expectativas.
Panorama cambial e doméstico
O impacto da inflação de serviços reforça cautela sobre cortes adicionais na Selic, atualmente em 14,50% ao ano. Mesmo juros elevados podendo atrair capital externo, o ambiente geopolítico global permanece como fator limitante.
O Banco Central informou fluxo cambial negativo em maio até 22 dias úteis, com saída líquida de US$ 2,062 bilhões. O índice DXY, que mede o dólar ante seis moedas fortes, terminou o dia em 99,200 pontos, alta de 0,10%.
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