- Watch Brasil, fundada em 2018, conecta provedores regionais de internet a serviços de streaming e registrou faturamento de R$ 137 milhões em 2025, mirando crescimento com a Copa do Mundo.
- A empresa investiu R$ 50 milhões em tecnologia própria para reduzir a latência de transmissões ao vivo, que chegava a quase um minuto, para entre 8 e 10 segundos em streams de baixa latência.
- A expectativa é de crescimento de 46% em 2026, com expansão internacional para Europa e Estados Unidos, além de lançar plataforma para concentrar programação, jogos e transmissões com apoio de inteligência artificial.
- Durante a Copa, a Watch Brasil busca converter audiência em novos assinantes de pacotes esportivos; após o torneio, manterá 80% dos principais campeonatos para retenção.
- O crescimento internacional inclui o projeto Watch Free, escritórios em Lisboa e em Miami para atuação white label, previsão de 5% do faturamento vindo do exterior até 2027, além de desenvolvimento de IA para recomendação de conteúdo.
A Watch Brasil, plataforma que conecta provedores regionais de internet a serviços de streaming e TV, pretende usar a Copa do Mundo para acelerar o crescimento. A empresa investiu 50 milhões de reais em tecnologia própria e busca reduzir o atraso das transmissões ao vivo para capturar audiência durante o torneio. O objetivo é converter parte do público temporário em assinantes permanentes.
Fundada em 2018, a Watch Brasil faturou 137 milhões de reais em 2025 e projeta um crescimento de 46% para 2026. Hoje, a empresa atua como intermediária entre programadores, estúdios e provedores regionais, conectando mais de 2.600 parceiros a uma presença em cerca de 4.500 municípios brasileiros. O histórico inclui o impacto da pandemia, que levou a mais demanda por serviços agregados, como o streaming.
A iniciativa de tecnologia interna está centralizada na redução da latência das transmissões esportivas, com ganhos reportados de até 60% na velocidade de entrega. Em transmissões de baixa latência, o atraso caiu de quase um minuto para aproximadamente 8 a 10 segundos. Paralelamente, a companhia lançou apps nativos para diferentes plataformas, aumentando a visualização pela TV conectada.
Investimento em tecnologia
Durante a Copa, a Watch Brasil testa uma plataforma que concentra programação, tabelas e transmissões dos jogos, além de um agente de inteligência artificial voltado a auxiliar usuários na localização de partidas e canais. A empresa afirma que houve aumento nas ativações de pacotes esportivos nas semanas que antecederam o início do torneio.
Após o evento, a Watch Brasil planeja manter 80% dos principais campeonatos, nacionais e internacionais, para reter o interesse de fãs de esporte. O foco na Copa é visto como oportunidade de descomprir o mercado e reposicionar o streaming como experiência de valor.
Expansão internacional e novos modelos
Além da Copa, a empresa mira nova frentes de negócio, incluindo o Watch Free, um plano gratuito com publicidade para atrair usuários e, posteriormente, convertê-los em pacotes pagos com maior conteúdo. A Watch já abriu escritórios em Lisboa e em Miami para oferecer tecnologia em modelo white label, com meta de alcançar 5% do faturamento vindo do exterior até o fim de 2027.
Segundo Maurício Almeida, fundador, licenciar conteúdo fora do Brasil envolve custos elevados e exige adaptação a regras territoriais. A empresa também investe em uma área de desenvolvimento de inteligência artificial para recomendação de conteúdo, automação de processos internos e melhoria da produtividade dos desenvolvedores.
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