- A Polícia Federal aponta Ricardo Siqueira Rodrigues como lobista de Daniel Vorcaro e intermediário com o ex-governador Cláudio Castro, ligado à captação de recursos de fundos de previdência para o Banco Master, com aportes do Rioprevidência totalizando três bilhões de reais.
- Segundo as investigações, Rodrigues recebia comissões de cerca de 0,6% sobre os valores angariados; a empresa Mídias Promotora, controlada por ele, recebeu cento e vinte e seis milhões de reais entre dois mil e vinte e dois e dois mil e vinte e cinco para favorecer operações fraudulentas.
- A atuação envolve lavagem de ativos e repasse de recursos entre fundos de previdência e o banco de Vorcaro, conforme apontado pela PF, com referências a lucro obtido por meio de operações fraudulentas.
- Anteriormente, Rodrigues foi alvo da CPI dos Correios de dois mil e cinco, que identificou operações atípicas que prejudicaram fundos de pensão; a CVM o multou em mais de um milhão de reais por atuação fraudulenta.
- Em vinte anos de atuação, houve outros desdobramentos: envolvimento em caso de hotel na Barra da Tijuca com recursos de previdência, delação premiada após prisão e menções a atos vinculados ao chamado QG da Propina na gestão de Crivella.
O intermediário Ricardo Siqueira Rodrigues é apontado pela Polícia Federal como lobista de Daniel Vorcaro e ligação entre este e o ex-governador Cláudio Castro. Segundo as investigações, ele atuava na captação de recursos de fundos de previdência para o Banco Master, com comissões ativas sobre os valores angariados.
A operação policial envolve a apropriação de aportes do Rioprevidência, instituto ligado ao governo do Rio de Janeiro, em papéis e fundos da rede do Master, totalizando cerca de 3 bilhões de reais. Rodrigues foi alvo de busca e apreensão na terça-feira, segundo relatório da PF.
A PF aponta que Rodrigues recebia comissão de 0,6% sobre os recursos captados para o Master e que o negócio dependia de alinhamento político com Castro, conforme relatório autorizado pela Justiça. O empresário também controlava a empresa Mídias Promotora, que, segundo a PF, ajudava a movimentar recursos entre fundos de previdência e o banco.
Mais detalhes indicam que a Mídias Promotora recebeu 126 milhões de reais do Master entre 2022 e 2025, função central para o escoamento de recursos apontado pela PF como lavagem de ativos. A firma seria usada para repassar valores aos agentes envolvidos no esquema.
Histórico anterior aponta que Rodrigues já foi alvo da CPI dos Correios em 2005, ligada ao mensalão. Na época, seria dirigente de uma corretora que promovia operações atípicas, gerando perdas para fundos de pensão. A CVM chegou a multar o empresário em mais de 53 milhões de reais em 2023 por atuar como captador de recursos de previdência.
A ligação com o Rioprevidência ganhou desdobramentos após a assunção de Deivis Marcon Antunes, indicado por Castro para comandar o Rioprevidência em 2023, abrindo caminho para aportes no banco de Vorcaro. Em mensagens obtidas pela PF, Rodrigues mencionava “resolver trâmites internos” para viabilizar recursos.
Outros desdobramentos envolvem uma operação de 2016 na Barra da Tijuca, investigada pela Lava-Jato, que envolveu a construção de um hotel ligado a Donald Trump. Rodrigues e Paulo Figueiredo teriam se beneficiado de operações fraudulentas na venda de cotas, somando dezenas de milhões de reais.
O cenário atual inclui o acordo de delação premiada firmado por Rodrigues com o Ministério Público Federal, o que gerou a prisão de Paulo Figueiredo em 2019. Contudo, o processo contra Figueiredo foi posteriormente mantido sem conclusão pela Justiça Federal.
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