- IPCA-15 subiu 0,62% em maio, acima do teto da meta de 4,5% para o indicador, com alta de 4,64% em 12 meses.
- No ano, o índice acumula ganho de 3,02%.
- Alimentação e bebidas foi o principal fator de pressão, com alta de 1,38% e contribuição de 0,30 p.p.; habitação avançou 1,03% (0,15 p.p.) e saúde e cuidados pessoais 1,05% (0,14 p.p.).
- Energia elétrica residencial subiu 2,16%, com bandeira tarifária amarela em vigor e reajustes em Fortaleza, Salvador e Recife.
- Transportes apresentou queda de 0,33% em maio, com recuo de 1,47% nos combustíveis; passagens aéreas subiram 3,25%; Goiânia registrou alta de 1,41% e Brasília, 0,33%.
O IPCA-15 desacelerou em maio, mas não foi suficiente para reduzir a cautela sobre juros. A prévia da inflação oficial avançou 0,62% no mês, ante 0,89% em abril, e acumula 4,64% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta do BC. Dados são do IBGE e foram divulgados nesta quarta (27).
No acumulado do ano, o indicador registra alta de 3,02%. Em maio de 2025, houve crescimento de 0,36%, o que reforça a leitura de inflação resistente mesmo com alívios pontuais em transportes.
Impactos por grupo
Alimentação e bebidas foi o grupo com maior variação, a 1,38%, contribuindo com 0,30 p.p. Habitação subiu 1,03% (0,15 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais avançou 1,05% (0,14 p.p.). Em alimentação, itens dentro de casa subiram 1,73%.
Entre os destaques, batata-inglesa avançou 26,29%, tomate 12,97%, leite longa vida 6,07% e carnes 1,98%. Maçã e café moído caíram, respectivamente, 2,32% e 2,09%.
Na Habitação, energia elétrica residencial subiu 2,16%. O IBGE informou que a bandeira tarifária amarela entrou em vigor em maio, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh, além de reajustes em Fortaleza, Salvador e Recife.
Transportes e cenário regional
O grupo Transportes foi o único entre os principais a registrar queda relevante, de 0,33%. Combustíveis recuaram 1,47% (etanol -2,73%; diesel -2,04%; gasolina -1,32%). Passagens aéreas, no entanto, subiram 3,25% em maio, após queda de 14,32% em abril.
Regionalmente, Goiânia teve a maior variação do mês, 1,41%, influenciada por etanol e gasolina. Brasília registrou o menor avanço, 0,33%, com queda nos preços de ônibus urbano e gasolina. O regime nacional ficou em 0,62%.
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