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Nascimentos caem para o menor nível em 50 anos

Nascimentos na Inglaterra e no País de Gales caem para o nível mais baixo em cinquenta anos (585 mil em 2025), com menos de um filho e meio por mulher

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  • Em 2025, os nascimentos na Inglaterra e no País de Gales caíram pelo quarto ano seguido, atingindo o menor nível em cinquenta anos: 585 mil nados vivos.
  • A taxa de fertilidade estimada ficou pouco acima de 1,4 filho por mulher em 2025, abaixo dos níveis de 2010.
  • A idade média na primeira gravidez subiu para 29,6 anos.
  • Nascimentos em que pelo menos um dos pais nasceu fora do Reino Unido passaram a representar 40% do total, ante 30% anteriormente.
  • Relatos de mães e famílias destacam o custo de vida elevado e a incerteza econômica como fatores para ter menos filhos ou adiar a decisão, além de impactos práticos como gastos com educação e cuidado infantil.

O nascimento de crianças na Inglaterra e no País de Gales caiu para o menor nível em 50 anos, indica o Office for National Statistics (ONS). Em 2025, foram registrados 585 mil nascimentos, queda de 10 mil em relação a 2024 e o pior resultado desde 1977. O recuo se encaixa numa tendência de queda que persiste desde 2010.

A taxa de fertilidade ficou em 1,4 filho por mulher na estimativa para 2025, perto do mínimo registrado. Além disso, a idade média das mães que tiveram o primeiro filho subiu para 29,6 anos, cerca de dois anos acima de 2010. A proporção de nascimentos com ao menos um pai ou mãe nascido fora do Reino Unido subiu para 40%.

Fatores e cenários que ajudam a explicar

Georgina Tuffour, 35, mãe de três filhos, relata que o aumento do custo de vida torna difícil ampliar a família. Ela cita despesas de atividades escolares e de lazer, que pesam no orçamento familiar, e aponta que políticas de apoio à educação infantil ainda são vistas como insuficientes.

Especialistas destacam que a pressão econômica reduz a disposição de ter mais filhos. A pesquisadora Paula Sheppard, da Universidade de Oxford, afirma que a dificuldade em conseguir empregos, salários estáveis, moradia e bairro adequados influencia a decisão. O clima atual, segundo ela, eleva o custo de alimentação, vestuário e outras despesas ligadas à criação.

A pesquisadora acrescenta que a queda de natalidade não é exclusiva do Reino Unido, ocorrendo de forma mais ampla em países com políticas familiares mais robustas. A mudança cultural é apontada como fator adicional, com famílias optando por ter menos filhos para dedicar recursos a cada um deles.

Quais são os impactos e os próximos passos

Na prática, a tendência de nascimento mais baixa já afeta o mercado de trabalho, educação e serviços públicos, que se ajustam a uma demanda demográfica menor. OONS aponta que as mudanças demográficas exigem políticas de longo prazo para equilibrar educação, saúde e assistência às famílias.

Stacey Waring, 40, enfermeira de Nottingham, afirma que o cenário atual, com incerteza global, leva pessoas a adiar ou abandonar a ideia de ter filhos. Ela ressalta que a liberdade de escolhas, aliada a rotinas de viagem, é um fator que pesa na decisão pessoal.

Em resumo, o ritmo de queda de nascimentos na Inglaterra e no País de Gales permanece alinhado a um conjunto de fatores econômicos, sociais e culturais que moldam as escolhas de famílias, com impactos que devem exigir respostas públicas consistentes nos próximos anos.

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