- O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que uma liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- O impacto atingiria diretamente bancos associados ao FGC, que precisariam recompor os recursos do fundo em caso de quebra.
- Para evitar a liquidação, o governo apresentou no STF uma proposta de empréstimo de cerca de R$ 5 bilhões ao Distrito Federal, com garantias de um sindicato entre bancos públicos e privados.
- A União rejeitou assumir as garantias; alternativa envolve uso de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com possível inclusão de parcelas do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).
- A participação de Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil é citada como importante para viabilizar a solução; nova audiência no STF está marcada para quinta-feira, 28.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a liquidação do Banco de Brasília (BRB) geraria um rombo de 17 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O alerta foi publicado nesta quarta-feira (27) pelo Valor Econômico, em entrevista.
Segundo Durigan, o impacto atingiria diretamente os bancos ligados ao FGC, que teriam de recompor os recursos do fundo em caso de quebra do BRB. A afirmação reforça a importância de evitar a liquidação.
Governo busca evitar liquidação do BRB
Para impedir a liquidação do banco distrital, o governo federal apresentou uma proposta de empréstimo de cerca de 5 bilhões de reais ao Distrito Federal, com recursos do próprio FGC. A solução envolve garantias de um sindicato de bancos públicos e privados.
União não assume garantias
O Governo do Distrito Federal acionou o STF para obrigar a União a sustentar o aval à operação. A Fazenda, no entanto, rejeitou assumir esse risco, argumentando que eventual inadimplência poderia trazer prejuízos aos cofres públicos. Como contrapartida, avaliam usar o FPE e o FPM.
Durigan afirmou que a participação de Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil será essencial para viabilizar a solução. A meta é preservar o BRB, reduzir danos ao sistema financeiro e evitar maiores perdas ao FGC.
Ele destacou ainda que o BRB tem papel relevante na prestação de serviços públicos no Distrito Federal, o que justificaria medidas emergenciais. Uma nova audiência no STF está marcada para quinta-feira (28) para discutir os termos finais da operação.
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