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2ª fase Carbono Oculto aponta esquema de lavagem de dinheiro do PCC com fintechs

Segunda fase da Carbono Oculto mira PCC em lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação, com empresários, laranjas e uso de fintechs para ocultar recursos

Operação Fluxo Oculto é desdobramento da Operação Carbono Oculto, realizada pelo Gaeco do MPSP e Receita Federal
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  • A segunda fase da Operação Carbono Oculto, chamada Fluxo Oculto, mira a infiltração do PCC no setor de combustíveis e ocorre com 55 mandados de busca e apreensão em quatro estados.
  • Empresários, operadores logísticos e pessoas usadas como laranjas são os principais alvos, que teriam continuado atuando após ações anteriores.
  • O grupo concentrava movimentações de dezenas de postos de combustíveis para despistar a fiscalização e as investigações.
  • Em um caso, 56 postos operavam em uma única conta; houve migração de recursos entre várias fintechs, com substituição de empresas as antigas.
  • Um braço do esquema importava solvente nafta para adulterar combustíveis e sonegar impostos, com o lucro investido em fintechs sediadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

O Gaeco do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Carbono Oculto. Intitulada Fluxo Oculto, a ação mira a atuação do PCC no setor de combustíveis, com foco em lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. Ao todo, são 55 mandados de busca e apreensão em quatro estados.

Os alvos são empresários, operadores logísticos e pessoas usadas como laranjas no esquema. Mesmo após a operação anterior de 2025, o grupo continuou atuando de forma organizada, segundo as autoridades, mantendo estruturas para facilitar as movimentações financeiras ilícitas.

A nova fase investiga como o PCC se infiltrou no sistema de abastecimento, com concentração de operações de dezenas de postos sob uma única conta. Criminosos migraram recursos entre fintechs diversas nos últimos meses, substituindo empresas já expostas.

Um dos focos do trabalho é um braço que importava solvente nafta para adulterar combustíveis. A partir dessa prática, haveria a sonegação de impostos, com o lucro reinvestido em fintechs sediadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

A atualização das informações indica que a operação envolve a infiltração no mercado de combustíveis e o uso de novas empresas para desviar recursos. As investigações seguem para mapear o fluxo financeiro e as responsabilidades dos envolvidos.

Novos desdobramentos e alvos

As investigações também buscam compreender a rede de logística e as conexões entre empresários, operadores e laranjas. A ação visa esclarecer como os recursos eram movidos entre postos, empresas e plataformas financeiras para encobrir as irregularidades.

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