- Copasa (CSMG3) dispara no pregão após governo de Minas divulgar novo prospecto de privatização, com alta da ação em torno de 4% por volta das 14h18, a R$ 52,76.
- Governo revisou o preço mínimo da oferta; crivo final da oferta ficará fechado no dia 12 de junho, após propostas de Aegea e Equatorial ficarem abaixo do piso.
- Investidores terão até 3 de junho para apresentarem nova oferta; hipótese de nova rodada com preço mínimo já divulgado tende a ancorar lances próximos ao piso.
- Santander aponta preço-alvo de R$ 71,53, com potencial de alta acima de trinta por cento; Perfin pode atuar como agente central, absorvendo até cerca de R$ 1 bilhão na tranche de mercado.
- Proposta de construção de livro indica volume disponível para o restante do mercado institucional, o que pode limitar participação de fundos globais de saneamento.
A Copasa (CSMG3) registra alta expressiva no pregão desta quinta-feira, após o governo de Minas Gerais divulgar novo preço mínimo para a oferta de privatização. Mesmo com o piso reajustado para cima, as expectativas permanecem positivas para as ações.
O novo prospecto indica que o preço final da oferta será fechado no dia 12 de junho. O ajuste ocorreu depois que o consórcio Aegea/Equatorial apresentou lances abaixo do piso inicial. Investidores têm até 3 de junho para apresentar propostas.
Segundo o Santander, os lances chegaram a ficar cerca de 10% abaixo do valor de mercado, estimando propostas entre R$ 45 e 46 por ação, e em torno de 5% abaixo do preço mínimo da oferta. O piso seria de aproximadamente R$ 48 a 49 por ação.
Uma possível nova rodada de lances pode ocorrer em cinco dias, com o preço mínimo já divulgado. Analistas apontam que essa medida tende a alinhar as ofertas ao piso, favorecendo o site de bookbuilding.
A gestora Perfin, que detém entre 18% e 20% da Copasa, aparece como agente central, pronta para trabalhar com Aegea ou Equatorial, sem assumir, neste momento, o papel de investidor estratégico. Estima-se que absorva cerca de R$ 1 bilhão na tranche de mercado.
Esse volume, somado ao teto de 19 milhões de ações da tranche de varejo, pode limitar a participação de fundos globais focados em saneamento, aponta o Santander. O banco projeta preço-alvo de R$ 71,53, com potencial de alta superior a 30%.
“Continuamos a ver a fraqueza recente do papel como ponto de entrada”, avaliam os analistas do Santander, que destacam a possibilidade de ganhos caso haja um operador forte assumindo o controle.
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