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Ações da Raízen caem após divulgação de plano de recuperação

Raízen divulga plano de recuperação extrajudicial; dívida total é de 75,35 bilhões, com credores ocupando parcela majoritária da empresa

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  • Ações da Raízen caíram mais de 21% após a divulgação do plano de recuperação extrajudicial; às 13h44, estavam em R$ 0,34.
  • A empresa informou dívida total de R$ 75,35 bilhões, sendo R$ 65,4 bilhões objeto da recuperação.
  • O plano prevê aporte de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell a R$ 0,25 por ação e até R$ 500 milhões de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, com emissão de ações ordinárias.
  • Está prevista a cisão entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis, sujeita a acordo sobre venda de ativos de geração de energia e usinas não estratégicas.
  • No aspecto de governança, credores poderão exercer supervisão com veto limitado; o conselho passaria a ter sete membros, quatro indicados pelos credores e três pelos acionistas.

A Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, informou detalhes do plano de recuperação extrajudicial negociado com credores. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira, 28, e as ações chegaram a cair mais de 21% durante a sessão.

Às 13h44, os papéis seguiam em queda de 19,05%, a 0,34 real, com mínima de 0,33 real. A divulgação trouxe números sobre a dívida total de 75,35 bilhões de reais, sendo 65,4 bilhões o alvo da recuperação.

O plano prevê aporte de capital de 3,5 bilhões de reais pela Shell a 0,25 real por ação no fechamento, e até 500 milhões de reais por meio de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, de Rubens Ometto.

Também há previsão de emissão de ações ordinárias e da cisão entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis, após o fechamento, sujeita a acordo sobre venda de ativos não estratégicos e usinas da Raízen Energia.

Para analistas do UBS BB, as novidades incluem a taxa de conversão a 0,25 real por ação e a conversão da dívida, o que pode provocar participação de cerca de 83% dos credores na empresa ao final, equivalentes a 72% das ações ordinárias.

A estrutura de pagamento prevê três alternativas: A, B e C, com diferentes combinações de conversão de dívida e emissão de instrumentos, além de possibilidades de pagamento em dinheiro sob limites específicos.

Na alternativa A, 45% da dívida é convertida a 0,25 real por ação, com credores recebendo units, enquanto 55% vão para novos instrumentos de dívida entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis.

A alternativa B envolve a troca da dívida por dívida emitida pela Raízen Energia, com desconto de 80% e prazo até 2047.

A alternativa C prevê pagamento em dinheiro correspondente ao menor de 75% do devido ou 9.750 reais, limitado a 150 milhões de reais, ou 200 milhões em créditos.

Do ponto de vista de governança, a atual administração permanece, mas credores podem exercer supervisão com veto limitado a questões relevantes. Após a reestruturação, o conselho terá sete membros: quatro indicados pelos credores apoiadores e três pelos acionistas investidores.

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