- O Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney, pediu em Nova York uma “nova parceria” com os EUA para fortalecer os dois países, em meio à ideia de “tornar a América grande novamente”.
- Carney citou setores como alumínio, automóveis e minerais essenciais como pontos-chave para a cooperação entre as duas nações.
- Ele prometeu dobrar as exportações canadenses para outros mercados na próxima década e afirmou que já assinou mais de vinte acordos econômicos e de segurança no último ano.
- Enquanto ele falava, autoridades dos EUA estavam na Cidade do México discutindo a revisão do acordo comercial entre EUA, México e Canadá, discussions que, no momento, não incluem o Canadá.
- Em tom conciliatório, Carney ressaltou que o Canadá pode fornecer energia confiável e minerais para sustentar o crescimento dos Estados Unidos, em meio a uma crise energética global.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, pediu uma nova parceria com os Estados Unidos para ajudar a tornar a América grande novamente, em discurso proferido em Nova York na quinta-feira 28. O objetivo é ampliar cooperação entre os dois países.
Carney afirmou que trabalhar em estreita colaboração em setores específicos, como alumínio, automóveis eminerais essenciais, fortaleceria as economias canadense e americana em um momento de rupturas nas relações comerciais.
Em meio a uma guerra comercial em curso, o premiê prometeu dobrar as exportações canadenses para outros mercados na próxima década e citou a assinatura de mais de 20 acordos econômicos e de segurança no último ano.
Contexto comercial
Enquanto Carney falava, autoridades comerciais dos EUA estavam na Cidade do México discutindo a revisão do acordo comercial entre EUA, México e Canadá, que por ora não inclui o Canadá.
As conversas ocorrem em um cenário de tensão, semanas após fortes críticas à relação comercial com Washington. Em janeiro, Trump sinalizou a possibilidade de mudanças na aliança comercial.
Carney também mencionou debates sobre a integração com potências globais, ressaltando que vulnerabilidades devem ser tratadas com ações conjuntas. Em Davos, ele havia dito que uma maior integração traz riscos se potências médias não estiverem à mesa.
Planos estratégicos
Nesta semana, o Canadá anunciou planos de comprar uma frota de aviões militares da Suécia, sinalizando uma mudança na dependência de fornecedores norte-americanos. A iniciativa foi apresentada como parte de uma estratégia de defesa e autonomia.
Em Nova York, o premiê descreveu os EUA como o país mais dinâmico, resiliente e inventivo que o mundo já conheceu, destacando valores como liberdade e democracia como guias para o futuro.
Carney ressaltou que, embora haja disputas, Canadá e Estados Unidos costumam superá-las, e que um Canadá mais independente pode fortalecer a parceria entre ambos. Em seu discurso, afirmou que, em um cenário de crise energética global, o Canadá fornece energia confiável e minerais essenciais para o crescimento norte-americano.
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