- O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, informou que houve preparação de um modelo de nota de 250 dólares com a face de Trump, caso o Congresso permita moeda com rosto de pessoa viva.
- A inflação americana acelerou para o nível mais alto em três anos, com o índice de gastos com consumo pessoal (PCE) subindo 3,8% em relação ao ano anterior e o núcleo, que exclui alimentos e energia, em 3,3%.
- O índice de preços ao consumidor (CPI) também indicou alta no ritmo mais rápido desde maio de 2023.
- O gasto do consumidor aumentou apenas 0,1% em abril, com renda estável e a taxa de poupança no menor patamar desde junho de 2022; o PIB do primeiro trimestre foi revisado para baixo, para 1,6% anualizado.
- O conflito com o Irã repercute na política monetária, com analistas do Federal Reserve reavaliando a possibilidade de elevação de juros caso a inflação não recue; Kevin M. Warsh assumiu a presidência do Fed recentemente.
A Casa Branca divulgou uma nota direta sobre o estado atual da economia, em meio a uma inflação que acelerou. O pedido de explicação partiu de repórteres durante a coletiva de imprensa.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que o governo avaliou a criação de uma nota de 250 dólares com o rosto do presidente Trump, caso o Congresso permita colocar a imagem de uma pessoa ainda viva em moeda dos EUA. A medida depende de lei.
A inflação nos EUA subiu, atingindo o pior nível em três anos conforme dados oficiais. O índice de gastos com consumo subiu 3,8% na comparação anual, com o núcleo acima de 3,3%. No mês, o avanço foi de 0,4% (total) e 0,2% (núcleo).
Inflação e política monetária
O Federal Reserve analisa a possibilidade de elevação dos juros se as pressões de preço persistirem. O índice de preços ao consumidor também mostrou aceleração, reforçando as dúvidas sobre a trajetória da inflação.
Consumidores reduziram o consumo, com gastos reais crescendo apenas 0,1% em abril. A renda ficou estável e a taxa de poupança caiu para o menor patamar desde junho de 2022. O governo revisou para baixo o crescimento do primeiro trimestre, para 1,6% anual.
Cenário geopolítico e impactos econômicos
O caminha da inflação ocorre em meio a tensões globais, incluindo o conflito com o Irã. A guerra tem afetado o mercado de energia, elevando a pressão para acordos que possam manter rotas de abastecimento estáveis.
Vários membros do Fed sinalizaram que elevadas pressões inflacionárias podem exigir reajustes de juros. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, reconheceu riscos de choques, mas disse que a inflação pode atingir o pico em alguns meses.
Em meio a mudanças na liderança, Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed. O presidente Trump já indicou que pretende manter independência do banco, ainda que as possíveis altas de juros elevem o custo de crédito.
Mercados cambiais e futuros de fundos federais aguardam a trajetória da taxa básica no início do próximo ano, diante da incerteza sobre o ritmo de desaceleração da inflação.
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